quarta-feira, 7 de abril de 2021
Quando Sterling e Diogo Jota bateram Holding nas alturas - uma reflexão sobre a "Estatura"
quinta-feira, 1 de abril de 2021
Daniel Bragança e mais uma reflexão sobre o conceito de Posição
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| Foto: Observador |
quarta-feira, 10 de março de 2021
O orgasmo e a primeira fase de construção
domingo, 7 de março de 2021
Crítica de Leitura - "Descodificando o Treinador e o Jogo" de Rémulo Jónatas
O
autor do fenómeno achou o mesmo e criou o livro “Descodificando o Treinador e o
Jogo – Do Jogo Pensado ao Jogo Jogado – Um guia completo” da editora Prime
Books.
Contudo,
desengane-se quem achaque o livro é uma transcrição linear das conversas em
directo das redes sociais. Como o próprio disse “não escrevemos como falamos”,
já que “a linguagem escrita pressupõe maior objectividade e uma maior atenção
às normas gramaticais”. Além disso, com tantos “episódios” seria normal não ser
possível passar todo o conteúdo das conversas para um só livro.
Ao
contrário dos diferentes programas em directo, em que o mesmo estava
direccionado para os treinadores convidados, e a temática subjacente ao seu
domínio, o livro tem uma estruturação orientada para os diferentes tópicos
descritos. Ou seja, dentro dos seus 11 capítulos, existem depois diferentes
sub-temas que são abordados, estando aí descritos as linhas de pensamento de
cada Treinador.
Por
exemplo, no Capítulo 2 “Descodificando o Treino”, vários treinadores falam
sobre “Exercícios de Treino; Criação de Exercícios; A Importância do Exercício;
O Treino como Espelho do Jogo e como Mola e Molde de Comportamentos”.
O
facto de ficarmos a saber através desta “Quarentena” como pensam e operacionalizam
alguns dos melhores treinadores portugueses da actualidade, por si só, já era
um facto de leitura obrigatória.
O
livro está muito bem estruturado, ajudando o leitor a ter uma fluidez de
leitura bastante interessante e conectada sobre as diferentes temáticas.
Por
ser um livro em que achamos ser, fundamentalmente, de “Treinadores para
Treinadores”, é muito rico e completo, já que toca nos mais diversos pontos de
interesse sobre o Jogo e sobre o Treino.
Torna-se
ainda mais importante para aqueles treinadores de equipas mais humildes que
muitas vezes têm de assumir quase na totalidade os diferentes papéis de uma
equipa técnica, sendo por isso e ao mesmo tempo os Treinadores Principais,
Treinadores-Adjuntos, Treinadores de Guarda-Redes, Scouts, etc.
No
entanto, por questões de proximidade de pensamento e de admiração profissional gostaríamos
de ter lido mais vezes ao longo do livro, as ideias do Vítor Matos, Jorge
Maciel e Vítor Severino.
Mesmo
assim, foram vários os pensamentos sublinhados, podendo encher uma dúzia de
folhas de citações que nos irão acompanhar nos próximos tempos. Para não sermos
demasiadamente maçudos, deixamos aqui três transcrições de pensamentos de três
treinadores diferentes.
Sobre
o Jogo.
“Agora
o orgasmo no Futebol já não é o golo, é a primeira fase de construção. Atingem
o orgasmo na primeira fase, para depois, por vezes, passarem aquela pressão e
esticarem para a profundidade…” Fernando Valente
Sobre
o Treino.
“Num
exercício o importante é avaliar o grau de satisfação dos jogadores, e não do
treinador. Podemos achar que criamos um excelente exercício, mas se os
jogadores não estão satisfeitos a realizá-lo, se não estão a conseguir captar o
que queremos daquele exercício para o jogo, então temos que perceber que aquele
não é o exercício certo. Porque os jogadores são quem defendem a forma de
pensar do seu treinador.” Luís Castro
Sobre
a Formação.
“Quando
falo de futebol de formação em Portugal relembro sempre os casos do Bernardo
Silva e do João Félix. Dois jogadores com um talento extraordinário, ninguém dirá
o contrário, mas que tiveram muitas dificuldades em impor-se em algumas fases
do seu percurso formativo. Ou seja, suscitaram muitas dúvidas àqueles que foram
responsáveis pelo seu percurso de formação. E para mim isso só pode ser visto
por um prisma: aquilo que as pessoas queriam não era que aparecesse o Bernardo
Silva ou o João Félix que vemos hoje. Queriam sim era ganhar jogos e
campeonatos.” José Boto
Para
além de recomendarmos a sua aquisição e leitura, julgamos que este livro está
muito bem elaborado para que todos os treinadores estruturem a sua linha de
pensamento sobre as temáticas abordadas.
Ou
seja, sugerimos que, através dos diferentes tópicos, criem o seu próprio livro,
assentando em papel as ideias que têm sobre o treinador, o treino, sobre o
jogo, sobre o treino dos guarda-redes, sobre a análise, o scouting e a
identificação de talento, sobre o seu desenvolvimento, sobre a formação e sobre
a gestão… a nós tem-nos ajudado imenso.
Assim
sendo, resta-nos agradecer ao Rémulo e à sua “Quarentena da Bola” por este
maravilhoso projecto transcrito para papel. Bem-haja.
segunda-feira, 1 de março de 2021
Simão Sabrosa e a questão de quem joga em função de quem
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
A legitimidade de um golo: Marché - Corona - Taremi
Assim se fez o segundo golo do FC Porto frente ao SC Braga. Uma
simplicidade de processos aparente que não é assim tão básica quanto possa
parecer. Senão, vejamos…
Marchesín reconhece a superioridade numérica dos jogadores
do Porto na extrema-esquerda, em 3v2 ou 2v1, dependendo da perspectiva.
Luiz Diaz disputa o lance, permitindo a Corona ficar em
situação de antecipação para eventual ressalto.
Corona em situação de 1v1 ofensivo é propenso a ter sucesso.
Agressividade táctica no ataque à baliza do Braga por parte
de muitos jogadores do Porto.
Taremi reconhece o melhor espaço para poder ficar em óptima
situação de finalização.
Por vezes temos a tendência de sobrevalorizar golos
consequentes de 30 passes, mas a verdade é que este golo do Porto é tão
legítimo quanto esses.
sábado, 30 de janeiro de 2021
O que "nasceu" primeiro, Firmino ou o jogar do Liverpool?

Firmino e o Liverpool Football Club confundem-se.Não sabemos se Firmino se adaptou ao jogar do Liverpool, se foi o Liverpool que se adaptou ao jogar de Firmino. Mas como aqui defendemos que as coisas estão relacionadas, acreditamos que o Talento de Firmino é potenciado pelo Jogar do Liverpool, sabendo o Liverpool da Talento Específico que Firmino tem.
Mesmo sem tocar na bola, é à sua volta que este golo acontece. Um golo que tem tanto de Liverpool como de Firmino.
Paciência na construção.
Atrair num corredor para libertar no outro.
Sobreocupação do sector intermédio com o recuo do avançado.
Atrair para conquistar a profundidade.
Metrica Sportsterça-feira, 26 de janeiro de 2021
Um dos golos mais "simples" do época - o primeiro do Liverpool contra o United

Vimos no jogo entre o Manchester United e o Liverpool Football Club a um dos golos tacticamente mais bonitos desta época – na nossa opinião.
Reconhecendo a dificuldade do ManU em defender o corredor central na sua 1ª linha de pressão, Fabinho encontrou em Wijnaldum o seu “construtor de jogo”, que com o tempo e espaço para o pensar, escolheu Firmino.
Este, mostra-nos como o conceito das “Posições” está esgotado, dado o papel de médio de ligação no jogo do Liverpool. Com muita qualidade, fez mais uma assistência para Salah.
O egípcio, com os pés trocados – se é que nos percebem, teve um timing de ataque à profundidade fantástico e com a sua habilidade, recebeu e rematou de forma (aparentemente) fácil para golo.
Contudo, os nossos olhos não se podem focar só aos jogadores com bola. O papel de Thiago em desmontar o primeiro bloqueio, as projecções dos dois laterais, e até o arrastar de Milner a criar espaço para o passe de Firmino, são de uma simplicidade brutal.
Metrica Sports
The Emirates FA Cupsábado, 16 de janeiro de 2021
O que é "decidir mal"? - Antony e a sua decisão no primeiro golo do Ajax frente ao Twente
O que é decidir mal?
Muitos
de nós pensaríamos que Antony deveria ter passado a bola para Klaassen,
completamente desmarcado já dentro da grande-área adversária. Contudo, o
extremo brasileiro opta pela maior aleatoriedade do cruzamento… Que dá golo!!!
Será
que os jogadores ao verem o jogo com as suas particularidades individuais não
vêem muitas vezes um jogo diferente do seu treinador, muitas vezes para melhor?
Terá
Antony tomado uma “má” decisão?
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
Uma Ode ao Taarabt - ou o que é uma reflexão sobre Criatividade
O
ano de 2020 está a ser um ano um ano bem difícil que por razões óbvias, já
todos o sabemos.
Paralelamente,
também o está a ser no que diz respeito à Criatividade. No mesmo ano perdemos
Sir Ken Robinson, expoente máximo da investigação e reflexão sobre
Criatividade; e Diego Maradona, um dos jogadores mais Criativos da História do
Futebol, senão aquele que melhor manifestou esta capacidade.
Por
coincidência, já há muitos anos que não era exigida à sociedade que fosse tão
criativa como nos dias de hoje. Seja por uma questão de tentar encontrar formas
de se divertir, de trabalhar ou até de sobreviver em contexto de tamanhos
constrangimentos e confinamentos.
Também
no Futebol, e fruto da evolução (?) do Jogo, urge a necessidade do jogador e da
equipa serem criativos e imprevisíveis perante o adversário, como forma de
ultrapassar a crescente preponderância da dimensão estratégica que o Futebol de
hoje acarreta.
Ao
vermos Futebol português, existe um jogador que nos últimos anos nos tem
cativado a tentar contrariar essa tendência mais “fechada” que o jogo tem tido:
Falamos de Adel Taarabt.
Na
mesma altura que choramos a morte de Maradona e nos lamentamos de uma forma
gritante da ausência de Criatividade no Futebol actual, assistimos a uma
crucificação daquele que poderá ser o jogador mais Criativo que passou por
Portugal nos últimos anos.
Quem
ataca o marroquino justifica-o na maior parte das vezes com o reducionismo da
estatística das “bolas perdidas”, desprezando a premissa preconizada por Vítor
Frade de que a estatística é muitas vezes como o biquíni, mostrando muita coisa
mas tapando o essencial.
Outro
“problema” que Taarabt parece manifestar prende-se com o facto de ele não ser
um jogador que goste muito daquilo a que muito chamam das “amarras tácticas” do
jogo. Ao contrário do que muitos treinadores (?) querem para a sua equipa,
Taarabt nem sempre respeita uma cobertura defensiva, nem sempre preenche o
espaço do duplo-pivot de uma forma mais eficaz e nem sempre toma uma opção
demasiado segura. Ou seja, Taarabt mostra muitas vezes dificuldade em respeitar
os sub-princípios dos sub-princípios que muitos treinadores procuram ver
implementados nas suas equipas.
Treinadores
esses que enquanto choram pelo desaparecimento do “Futebol de Rua”, são muitas
vezes os primeiros a castrar ou a condenar os jogadores que trazem aquilo que
melhor as ruas lhes deram para o Estádio.
Com
todo o devido respeito, por aqui seremos sempre a favor dos Taarabts desta
vida. Enquanto podermos, escolheremos sempre a Criatividade, a Imprevisibilidade
e a Fantasia…
quarta-feira, 23 de dezembro de 2020
Quando fazes merd# a dobrar - Payet e o golo sofrido do Marseille frente ao Reims
Ou seja, não soube lidar com a primeira adversidade, onde teve uma reacção à
perda bastante desconcentrada e tacticamente fraca perante a circunstância em
causa.
Dois erros crassos numa mesma jogada, e golo inaugural para o Reims.
🎥 Metrica Sports
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
A displicência defensiva dos médios do Benfica - os exemplos de Glasgow e de Liège
À atenção do Arsenal!
Notámos
em algo comum a dois golos sofridos pelo Benfica na presente edição da Liga
Europa.
Parece
óbvia a diferença entre o Benfica de Jesus da sua primeira passagem, e este,
que assistimos no seu regresso.
Seja
em que momento do jogo for, nesta segunda passagem não vemos um Benfica tão
forte tacticamente, e isso, por mais que muitos o queiram fazer parecer, deve
ser visto como um Todo.
Reportamo-nos
a dois golos sofridos na Liga Europa. Ambos fora, e ambos nos empates frente ao
Rangers e ao Standard de Liége. Ambos em consequência de cruzamentos para a
área. Ambos com responsabilidades dos médios da equipa.
Muitos
comentadores e adeptos têm sido bastante críticos para com os defesas do
Benfica. Contudo, e como pretendemos mostrar, quando se sofrem golos, a análise
têm que ir muito para além de uma responsabilização individual ou sectorial
sobre os defesas.
Neste
golo sofrido em Glasgow, vemos como Gabriel tem uma atitude completamente
displicente aquilo que está acontecer a poucos metros de si. Gabriel mostra-se
muito pouco determinado em colaborar com os seus colegas, permitindo que na
recarga, Scott Arfield inaugure o marcador.
Já
no golo sofrido em Liége, é Taarabt quem parece não promover a necessária
superioridade defensiva dentro da grande área, permitindo a Raskin aproximar-se
da linha defensiva e cabecear com sucesso para o primeiro golo do jogo.
Com
estes vídeos quisemos mostrar que os golos sofridos de uma equipa vão muito
para além dos comportamentos da sua linha defensiva. Essa visão mais cartesiana
do Futebol, leva a que não se veja o Jogo como um Fenómeno Caótico, Sistémico e
Complexo que ele é…
segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
Análise ao início de uma goleada - o primeiro do Benfica contra o Vilafranquense
- O Gabriel tem tempo e espaço para fazer o que quer.
- Os três médios do Vilafranquense estão um pouco perdidos quanto às necessidades de pressão, contenção e coberturas.
- A abordagem do defesa-central-esquerdo do Vilafranquense pode não ter sido a melhor tendo em conta o ataque à profundidade por parte do Gonçalo Ramos.
- Embora não esteja descrito no vídeo, chamamos ainda a atenção para o facto da linha-defensiva do Vilafranquense poder estar um pouco subida demais, tendo em conta que o Gabriel está com a “bola descoberta”.
domingo, 8 de novembro de 2020
Manchester United e a sua (des)organização defensiva contra o Basaksehir
Sim,
o Manchester United tornou a ter uma boa vitória, desta vez em casa do Everton,
mas isso não apaga a sua falta de qualidade defensiva que tem mostrado ao longo
desta época.
Na
quarta-feira foi mau de mais. Foram erros muito explícitos ao nível da organização
defensiva, aqueles que o Manchester United manifestou durante a primeira-parte
do seu jogo contra o Basaksehir.
Nós
trazemos três, mas poderiam ter sido mais.
O que aqui partilhamos em primeiro lugar é aquele que, de tão ridículo, já se tornou viral. Ainda cedo no encontro, Demba Ba é escandalosamente esquecido pelos 10 jogadores de campo do Man United, ficando assim, isolado perante Dean Henderson após passe de Edin Visca.
O
segundo lance que aqui trazemos representa um dos maiores problemas da
organização defensiva da equipa de Solskjaer. A falta da eficácia das
coberturas defensivas. Nesta imagem, vemos que Wan-Bissaka deixa a sua posição
mais interior para sair à pressão de Visca que acaba de receber a bola. Com
esta "ganância", vemos o imenso espaço que se cria entre Wan-Bissaka
e Baily, prontamente aproveitado pelo Basaksehir.
No
nosso entender, o lateral direito deveria ter mantido melhor a sua posição, mas
ao não fazê-lo a equipa, funcionando em interacção, deveria ter feito o devido
ajuste posicional e deveria ter encurtado esta distância para com Wan-Bissaka.
Já
o terceiro lance é relativo ao segundo golo sofrido pelo United. Após perda de
bola numa recepção falhada de Mata, a equipa teve uma péssima reacção à sua
perda.
Os
médios demoraram muito a encurtar o espaço junto dos centrais, tal como o
defesa-esquerdo Luke Shaw, que no momento de perda estava posicionado de uma
forma extraordinariamente ofensiva, bastante projectado no seu corredor.
Imagens
Eleven Sports
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
Aprender com uma goleada sofrida - uma crítica construtiva à organização defensiva do Venlo
Pouco mais pode o VVV Venlo fazer do que
Aprender com a pesada derrota frente ao Ajax. Mais do que a superioridade do
seu adversário, o VVV Venlo sofreu muitos golos por culpa própria,
apresentando-se de uma forma quase que amadora na dimensão Táctica do jogo.
Com esta reflexão, que gostaríamos de
fazer chegar aos responsáveis do clube holandês sob forma de crítica
construtiva, expomos as fragilidades do momento defensivo do 14º classificado
da Eredivisie.
É verdade que todos temos direito a “um
dia mau no trabalho”. O empate recente em Alkmaar prova que a equipa tem mais
competência do que aquela que mostrou nesta jornada. Mas para que novas
goleadas históricas não acontecem, deixamos em seguida algumas dorrecções que
terão de ser manifestadas pela equipa.
Desconcentrações individuais que contra
equipas de topo europeu, não podem acontecer. No caso, é o extremo direito que
se deixa ultrapassar pela movimentação de Tagliafico.
Referências demasiado individuais que
não são respeitadas por todos. Ou seja, a equipa chega a estar (des)organizada
em 1x7x2x1.
O Venlo chega a ter 10 jogadores dentro
da sua grande área. Contudo, de nada vale tamanha quantidade se não houver
agressividade e capacidade suficiente para desarmar o adversário.
Quando a bola entra nos corredores,
muitas vezes vemos que não há nem sequer um esboço de uma cobertura defensiva
ao lateral em acção.
Assistimos constantemente a uma linha defensiva muito baixa e numerosa, deixando sempre muito espaço à sua frente.
O Venlo foi uma equipa sempre muito
perdida nas noções de ocupação de espaço, parecendo não saber aquilo que
priorizar: pressão ou contenção? zona ou indivíduo?
Erros “infantis” a uma escala mais
individual. No último golo, o defesa desprezou completamente a posição da
bola, fixando-se exclusivamente na movimentação do seu adversário.
Ao
olharmos para as imagens concluímos que foi um jogo mau de mais para uma equipa
da principal divisão holandesa. Acidentes acontecem, e para o bem dos elementos
do VVV Venlo, que este jogo tenha sido apenas isso…
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Quando a Bola pode ser uma atração fatal - o golo sofrido do Portimonense
Qual
a principal referência para um Defesa quando o lance se desenrola na zona do
meio-campo?
Para
nós deverá ser o Espaço.
Neste
caso, Willyan Rocha, defesa-central do lado direito do Portimonense, expõe
completamente a organização defensiva da sua equipa ao sair do seu Espaço,
contribuindo dessa forma para justificar a nossa ideia sobre quais as referências
defensivas devemos privilegiar nesta zona do campo.
![]() |
| Willyan Rocha segundos antes de se atrair pela bola. |
Ao
deslocar-se para disputar o duelo aéreo, duelo esse que já estava devidamente
acautelado pelo lateral-direito, Willyan Rocha, deixa a linha defensiva em
situação de inferioridade numérica. Isto porque se deixou atrair, fundamentalmente, pela bola.
![]() |
| Aqui vemos Willyan Rocha bastante fora da sua posição. |
O facto de ambos os jogadores da zona do duplo-pivot estarem um pouco adiantados também não ajudou para corrigir este erro de escala mais individual, que segundos mais tarde originou o golo que deu a vitória ao Gil Vicente…
Imagens SportTV
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
Quando sair a jogar dá golo... do adversário!
Somos apreciadores de um Jogar associativo, em que os jogadores privilegiam a posse de bola, seja qual for o momento de jogo.
Nessa
lógica, todos os jogadores estão inseridos nessa Intencionalidade, incluindo-se
por isso, os guarda-redes.
Ao
vermos alguns jogos e resumos durante o passado fim-de-semana assistimos a um
padrão comportamental transversal em 4
campeonatos dos chamados Big Five (5): perda de bola na primeira fase de
construção em consequência de um passe “falhado”, envolvendo sempre o guarda-redes.

O guarda-redes da Real Sociedad falha o seu passe entregando a bola a Vinícius Júnior, desencadeando um lance bastante perigoso para a sua equipa.
![]() |
| Larsonneur, guarda-redes do interessante Brest optou por um passe de bastante risco, para o seu colega em pressão. Na sequência do lance, o Brest acabou por sofrer o segundo golo na partida. |
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| Pressionado, Jonas Hector tenta devolver a bola ao seu guarda-redes. Esta fica curta e é aproveitada por Kramaric, inaugurando o marcador para o Hoffenheim. |
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| Kepa demora na decisão a tomar, deixando aproximar bastante Sadio Mane que lhe intercepta o passe para Jorginho, aproveitando em seguida para aumentar a vantagem do Liverpool. |
Importa
esclarecer que não queremos de todo condenar os guarda-redes. Utilizamos esta
reflexão para nós questionar-mos acerca das palavras de Jorge Maciel quando nós
diz que “Feio é diferente de Fraco.”
Ou
seja, na problemática em questão verificamos que existe a sobreposição do
“Jogar Bonito” sobre o “Jogar Bem”. Considerando aqui que o “Jogar Bonito” numa
primeira fase de construção é evitar a aleatoriedade do pontapé longo para a
frente, sem grandes referências dinâmicas subjacentes a esse comportamento.
Pois até no “pontapé para a frente” pode-se “Jogar Bem”, havendo uma Intencionalidade
para isso, seja nas diagonais dos colegas do cabeceador, seja na preparação dos
médios para a segunda bola, etc.
Por
isso, longe de nós condenarmos este comportamento das equipas que durante o
passado fim-de-semana não correram bem. Alertamos isso sim, é para a
necessidade de quando se opta por determinada estratégia, esta deve sempre ser
coerente, não-linear, mas sobretudo adaptativa às exigências do jogo. Caso
contrário, vê-se anulada pela estratégia do adversário, que foi o que aconteceu
em bastantes jogos por essa Europa fora.
domingo, 20 de setembro de 2020
A(in)utilidade do passe Central-Central
Passou-se antontem várias vezes no Vitória SC vs Belenenses SAD. Mas infelizmente, não é caso único.
Com
tantas evoluções que os Jogares vão acolhendo consoante a procura da
superioridade perante o adversário, lamentamos que determinados comportamentos
continuem a vigorar no alto rendimento de uma forma tão presente.
Não temos acesso estatístico ao jogo de ontem, mas a quantidade de passes entre os centrais do Vitória com certeza que atingiu os dois dígitos muito rapidamente.
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Contudo,
não foi tanto a quantidade que mais nos intrigou mas sim a
"qualidade" dos mesmos. E colocamos "qualidade" entre
aspas, pois não falamos propriamente na execução desses passes mas mais na
necessidade justificativa dos mesmos. Sobretudo porque reconhecemos bastante
qualidade construtiva, principalmente, a Abdul Mumin. E vermos os defesas centrais com
tanto espaço para jogar devido ao posicionamento recuado dos avançados do
Belenenses SAD a optarem tantas vezes pelo passe central-central, deixa-nos um
pouco aborrecidos. E quando estes são feitos a pouca intensidade, sem grande
propósito de desorganizar o adversário, pior.
Esperamos
sinceramente que as belas verticalizações de Mumin, tanto em progressão como em
passe, sejam mais utilizadas no futuro. Do Mumin e dos outros todos defesas-centrais que não passam para o lado "por passar".

































