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quinta-feira, 25 de março de 2021

Relatório de Scouting #1 - Andreas Schjelderup

Parecem estar na moda os miúdos de 16 anos que jogam! Andreas Schjelderup tem estado em altas na últimas semanas. Um verdadeiro diamante nascido no
FK BODØ/GLIMT que está ser limado no FC Nordsjaelland.

👍É daqueles jogadores excitantes só pela forma como se relaciona com bola. O seu jogo de pés faz lembrar o daqueles jogadores habilidosos de Futsal, dada a relação tão próxima que ele tem com a bola, sendo por isso natural que a qualidade de drible é aquilo que nos chama mais a atenção no Andreas.
É um jogador muito ágil no 1v1, fazendo valer uma superioridade qualitativa individual num enquadramento colectivo. Ou seja, embora se faça valer do individual, não é individualista.
Destro, já marcou e assistiu com a canhota.

👎Precisa de melhorar a sua capacidade defensiva. Tanto a uma escala mais individual como colectiva, o Andreas mostra pouca agressividade e determinação no processo defensivo. Muitas vezes apenas "esboça" uma ligeira pressão ao portador da bola, permitindo que este tenha bastante liberdade para atacar.
Dado o posicionamento que ocupa muitas vezes em campo, que lhe exige maior competência defensiva, esta sua abordagem mais ligeira pode comprometer bastante a sua equipa, pelo que poderá ser necessário reflectir melhor sobre o seu posicionamento.

💡Fazer parte de um clube com a cultura de juventude do Nordsjaelland assim como de toda uma geração de talentos noruegueses, permite antever uma boa oportunidade de investimento neste jogador.
O facto de ter passado ainda pela formação do Bodø/Glimt antevê que Andreas esteja a criar boas bases desportivas e humanas para o futuro.
Mantendo a irreverência, imaginação e criatividade no seu jogar, estamos perante um miúdo que pode desbloquear individual e colectivamente uma estrutura defensiva adversária bastante coesa.

⚠️Trata-se de um miúdo com enorme potencial, podendo assim chamar a atenção de grandes clubes europeus, à semelhança do que fez outro talento adolescente Norueguês, Martin Odegaard. Caso desperte a atenção de colossos europeus, fica mais difícil para clubes mais humildes conseguirem adquirir o seu passe.
O facto de ainda ser bastante novo e vir a ser contratado por um clube de topo mundial, pode criar no jogador algum deslumbramento, sendo assim necessário avaliar melhor a componente emocional do jogador.



domingo, 12 de julho de 2020

Os Pequenos Grandes Génios de La Liga 19/20


Na Espanha o tamanho conta. Quase todos os clubes da principal liga espanhola têm nos seus plantéis, pequenos génios que deslumbram talento pelos relvados do nosso país vizinho. De Brahim a Kubo, quisemos aqui nomear os que para nós são alguns dos “Pequenos Grandes Génios” de La Liga.

Contudo, não quisemos nomear jogadores como Modric, Marcelo, Hazard, Cazorla, Messi, Jordi Alba, Arthur ou mesmo Ansu Fati, que têm já o seu Talento consagrado no panorama internacional. Preferimos antes valorizar outros, que mesmo fazendo parte de alguns dos melhores clubes do mundo, ainda não atingiram o patamar que se prevê que eles atinjam.

Ou seja, colocando os nomes acima de parte, tal só vem comprovar o objectivo desta reflexão. Para os espanhóis, o tamanho conta!

Brahim – Real Madrid – 1,71m

Ainda com muita idade para crescer, nascido no ano vintage de ’99, Brahim é um médio ofensivo hispano-marroquino, formado no Malaga e no Manchester City. Canhoto, tecnicamente dotado, é muito forte no drible e na imprevisibilidade nos momentos de 1v1. Muitas vezes tenta, com sucesso coisas que só parecem ser  possíveis nos videojogos e no YouTube, mostrando um nível de relação bola/corpo, muito acima da média.
Está com dificuldades em se conseguir afirmar no Real, podendo não ter feito a melhor escolha na saída do Manchester City. Talvez lhe tivesse sido mais ideal um contexto com um nível de exigência ligeiramente inferior, mas que lhe permitisse, ao mesmo tempo, jogar ao mais alto nível.



Riqui Puig – Barcelona – 1,69m

O mais baixo desta lista. Puig é um médio-centro com perfil tipicamente blaugrana. Embora destro, parece jogar melhor sobre o lado centro-esquerdo. Identifica muito bem aquilo que é a dimensão do Espaço, tanto para jogar, penetrando com bola com relativa facilidade na estrutura defensiva do adversário – parece fazer a finta longe do seu adversário, como para fazer jogar os seus colegas. Parece mesmo que tem aquele sexto-sentido de premonição, por estar constantemente a ler o jogo para identificar espaços vazios. Tem ainda a capacidade de esconder a bola como poucos o fazem.
Formado no Barcelona, ainda não conseguiu estabilizar-se na equipa principal de uma forma tão recorrente como se antecipava. Daí muitos comentadores, acharem que uma saída do Barcelona faria crescer muito o jovem espanhol de ’99.



Óliver Torres – Sevilla – 1,75m

Um dos mais belos jogadores que passaram por Portugal nos últimos anos. Mais do que jogar, Óliver faz jogar a equipa, com a sua tomada de decisão fantástica, acompanhada por uma qualidade executória igualmente extraordinária. Tem muito passe nos pés, seja ele para perto, para longe, com o pé esquerdo ou com o direito. Se Puig domina o Espaço, Óliver domina o Tempo como ninguém. Acelera com tem que o fazer, e trava quando há pressa a mais, mostrando ser um jogador extremamente inteligente nesta leitura.
Oriundo das escolas do Atlético de Madrid, não é dos jogadores com o habitual perfil de Simeone, embora tenha feito mais de 30 jogos na época 2015/2016 sobre o seu leme. Outrora apontado como o “próximo Xavi” talvez tenha perdido esse comboio com épocas menos conseguidas no Porto, fruto de um modelo de jogo menos exploratório das suas capacidades.



Marc Cucurella – Getafe – 1,75m

Talvez o jogador menos virtuoso desta lista, mas dos mais eficazes nas suas acções. Faz com qualidade qualquer uma das posições do corredor esquerdo e parece também poder encaixar com qualidade em diferentes jogares. Daí não ser fácil identificar se é mais forte a defender ou a atacar. Tecnicamente dotado do seu pé esquerdo – não usa muito o direito – é bastante bravo e combativo, encarando o jogo sempre a altas velocidades. Cucurella tem ainda uma boa capacidade de último passe, levando 6 assistências na La Liga. 
Embora seja produto do Barcelona, não é dos jogadores que se note claramente essa escola, embora tenha traços comuns ao perfil blaugrana. Depois de empréstimos ao Eibar e ao Getafe, já estará certa a sua continuidade no clube madrileno.



Iker Muniain – Athletic Bilbao – 1,70m

Embora destro, joga habitualmente no lado esquerdo do ataque, procurando naturalmente os espaços mais interiores para assim poder usufruir melhor do facto de jogar com o “pé trocado”. Além disso, funciona muitas vezes como um segundo-avançado nas dinâmicas ofensivas do Athletic, procurando espaços deixados em aberto por Iñaki Williams. Com uma personalidade forte, é o capitão do Athletic, tendo também nos escalões de formação espanhola, desempenhado as mesmas funções. Com um drible curto, de muitas simulações e  pára-arranca,
Nascido e criado no Athletic, de lá nunca saiu, e corre o risco de nunca sair, seguindo a cultura de muitos outros grandes jogadores bascos, que permaneceram neste ambiente basco muito particular. Com 3 lesões graves ao longo da sua carreira, mesmo sem ainda ter completado 28 anos, fica a dúvida e o “se” poderia ter sido diferente sem essas adversidades.



Kangin Lee – Valencia – 1,73m

Sul-coreano canhoto, ainda com idade júnior (!!!), manifesta um estilo asiático muito presente no seu jogar. Tanto no lado mais colectivo, onde se mostra muito irrequieto na procura constante de linhas de passe; quer no lado mais individual, sempre muito ágil e rápido nas suas acções. É um jogador muito forte no 1v1, embora às vezes não tenha necessidade desse confronto, adornando por vezes demais essas suas acções. Isso mostra-se ainda mais um handicap, porque Lee até tem uma boa qualidade de passe, fazendo muito bem a ligação entre meio-campo e o ataque.

Embora tenha vindo para a Europa com apenas 10 anos de idade, não se nota muito. Está desde essa altura nos quadros do Valencia, mas a sua impressão digital futebolística ainda nos remete muito para as suas origens asiáticas. Tem ainda muito para crescer, e nada melhor que um bom clube espanhol para o fazer.


Enis Bardhi – Levante – 1,72m

Dos melhores jogadores Macedónios da actualidade, Bardhi é um médio-ofensivo destro, muito forte no último passe. Graças a uma excelente tomada de decisão e leitura de jogo enquanto tempo e espaço, Bardhi é o motor do jogo ofensivo do Levante. Embora jogue normalmente como médio-centro, gosta muitas vezes de fugir, literalmente, para os corredores laterais, para assim poder construir o jogo com menos adversários por perto. Bardhi é ainda muito forte nas mudanças de direcção e de velocidade quando encara os adversários em situações de 1v1.
Tem um percurso de carreira bastante exótico, saindo cedo do seu país para a Escandinávia. Contudo foi no Újpest da Hungria que alcançou um patamar qualitativo mais interessante, antes de ser recrutado pelo Levante. Tem sido associado ao Arsenal de uma forma muito intensa, e com a ligação do clube à Espanha, é bastante credível que essa mudança possa acontecer.



Rafinha Alcântara – Celta de Vigo – 1,74m

Internacional brasileiro já por duas ocasiões, o mais novo dos Alcântaras é um médio-centro canhoto com qualidade, tanto para defender como para atacar. Tecnicamente evoluído, não tem qualquer problema em ser agressivo a defender, indo muitas vezes ao choque na procura da conquista da bola, sendo um jogador com um número interessante de recuperações de bola. Quando está em terrenos mais próximos da baliza adversária, não tem qualquer problema em procurar o golo, através do remate exterior. De drible curto, mas pouco explosivo, tanto gosta de um futebol mais prático de toca e passe, como gosta de adornar os lances à bela maneira brasileira, com simulações de corpo e toques de habilidade.
Embora nascido no Brasil, é o melhor “produto” da geração de ’93 de La Masía, se considerarmos que Icardi não foi um “produto” acabado lá, tendo iniciado em 2007 o seu percurso na Academia do Barcelona. E desde então, nunca perdeu a ligação com os blaugrana, mesmo tendo já representado o Inter e estando já na sua segunda passagem pelo Celta. Contudo, e embora já tenha muitos quilómetros na Europa, há algo de muito brasileiro no seu Futebol.



Takefusa Kubo – Mallorca – 1,73m

Um dos jogadores mais empolgantes desta lista. Ainda um miúdo com idade júnior, já marcou 4 golos e fez 5 assistências em La Liga, sendo também já internacional japonês. Embora seja mais um canhoto, joga maioritariamente partindo do corredor direito para assumir o papel de organizador de jogo. Tem um footwork extraordinário, muito rápido e ágil na finta, mas também muito rápido e ágil na interpretação do jogo. Não se “esconder” do jogo é mesmo uma das suas melhores características, utilizando constantemente o “jogo de pescoço” para observar o que se passa à sua volta. Tanto “destrói” um adversário mais modesto como brilha contra o Real, Barça ou Atlético de Madrid. Por vezes parece entusiasmar-se de mais, perdendo um pouco o timing para tomar uma decisão mais acertada.
Veio em tenra idade para a Catalunha, onde se desenvolveu no Barcelona entre 2010 e 2015, antes de regressar ao seu país. Com muitos jogos pelo FC Tokyo, no início da presente temporada foi novamente recrutado para jogar na Espanha, fazendo neste momento parte dos quadros do Real Madrid. Depois de uma época brilhante ao serviço do modesto Mallorca, tem tudo para assegurar um lugar nos Merengues para a próxima época.



Estes foram apenas 9 dos pequenos grandes génios que brilham em Espanha.

Recordamos que a lista foi baseada na informação recolhida no site zerozero.pt e referente a jogadores com, no máximo, 1,75m de altura.

Ficou algum por referenciar?

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Na procura do Talento eu quero ser um Experto – a complexidade do Recrutamento!

Quando um clube é considerado bom na formação, um ponto que se exige que esteja presente nessa qualidade é o recrutamento de jovens jogadores. Principalmente quando a perspectiva resultadista está bem assente, e o clube tem algumas condições financeiras para oferecer condições a jogadores de "fora", o recrutamento é uma premissa diária na estrutura da formação. A maioria dos clubes utiliza e precisa desse trinómio deteção, seleção e recrutamento de talentos, pois até os melhores treinadores precisam de boas uvas para fazerem bons vinhos.

Esse mesmo aproveitamento dos melhores, deverá surgir nos escalões jovens, para melhor potenciar todo o processo de formação de determinado clube, onde o chamado “Departamento de Scouting” tem o seu papel fundamental (Moita, 2008). Hoje em dia, o recrutamento e toda a sua envolvência, chegou a um ponto bastante precoce, onde a prospecção chega a idades tão precoces como absurdas!

Assim como os jogadores começam a chegar às academias, escolas e clubes de futebol com idades bastante reduzidas, chegando algumas crianças a essas instituições com apenas 3 anos de idade (!) (http://www.portoccd.org/293), também o recrutamento se dá em crianças com idades a partir dos 7 anos.

Além disso, o recrutamento chegou a um ponto tão detalhado que não basta à criança e ao jovem ser bom, é preciso que ela, através do seu jogar, manifeste determinadas características assentes em determinado “modelo/perfil de jogador”. Uma das “Escolas de Futebol” mais prestigiada em todo o mundo, o Ajax de Amsterdão utiliza o modelo apelidado de TIPS, siglas que em inglês significam a (T) técnica, discernimento (o I é de “insight” que não tem tradução à letra), (P) personalidade e (S de speed) velocidade. Já outras equipas da Premier League utilizam outros modelos como o TABS ou o SUPS (Moita, 2008). Coincidência ou não, estes três modelos têm quatro iniciais, ou seja quatro referências de atributos de qualidade que o bom jogador deverá ter, tal como acontece na caracterização dos expertos, que deverão apresentar o domínio de quatro Domínios. Assim, os modelos apelam normalmente a qualidades ligadas ao domínio técnico, cognitivo, emocional e fisiológico.

Relativamente à questão do “modelo/perfil do jogador” numa equipa de formação, concordamos que o mesmo deva existir mas de uma forma bem flexível. No entanto, mesmo que este esteja subjacente a um referencial ou a um padrão qualitativo, tal como por exemplo o do Ajax, o “modelo/perfil de jogador” deverá ser, sobretudo, flexível e deverá potenciar a adaptabilidade do jogador de formação a diferentes filosofias ou modelos de jogo. Concordamos por isso com o Jean Paul (in Moita, 2008), na altura diretor técnico da formação do Sporting, quando afirma que “o que faz sentido é que nós sejamos capazes de formar jogadores aptos para se adaptarem a qualquer modelo de jogo ou sistema”. Para isso acontecer caberá ao jogador ser inteligente e autónomo para colocar em prática essa adaptabilidade.

O Scout, ou “olheiro”, de um determinado clube e neste caso de jogadores da formação, deverá então conseguir detetar crianças e jovens que se enquadrem nas linhas orientadoras do “modelo/perfil de jogador”, linhas essas que deverão ser flexíveis como já foi abordado acima. A partir daí deverá projetar a evolução dos domínios do expertise, olhando para o jogador como um ser treinável. A nosso ver, a competência do Scout de jogadores jovens está dependente de um número elevadíssimo de factores, muitos deles dependentes de terceiros, pelo que o verdadeiro valor do Scout jovem só pode ser mensurável anos após o início da sua atividade, quando atletas propostos por ele conseguem alcançar patamares qualitativos de excelência.

Assim, concordamos com algumas das competências propostas por Proença (1982), que definem um bom desempenho de função de Scout, como a imparcialidade, o conhecimento do jogo, a mente aberta, o perfecionismo e o conhecimento dos jogadores da própria equipa (para comparações) (Santos, 2012). Acrescentamos ainda o fator “sensibilidade”, de interpretação de comportamentos positivos ou negativos em determinado contexto, e o fator “conhecimento maturacional do indivíduo” relacionado com conhecimento sobre o processo de maturação biológica do indivíduo.

Moita, M. (2008). Um percurso de sucesso na formação de jovens de Futebol. Estudo realizado no Sporting Clube de Portugal – Academia Sporting/Puma. Monografia não publicada, Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Porto.

Proença, J. (1982). A observação e a intervenção do professor. Ludens, 7, 33-44.


Santos, P. (2012). O modus operandi de um Departamento de Scouting de Futebol – Estágio Profissionalizante realizado na Futebol Clube do Porto – Futebol, SA. Relatório de Estágio Profissionalizante, Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Porto.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O Futuro da CAN - sugestões de diamantes africanos com menos de 21 anos

A 14 de Janeiro de 2017, começará no Gabão, mais uma edição da Taça das Nações Africanas. Como adeptos fervorosos que somos deste futebol mais puro e rebelde, tentaremos acompanhar ao máximo esta exótica competição.
Nesta primeira publicação dedicada à CAN’2017, destacamos alguns nomes de jovens jogadores que poderão (ou poderiam se os seus países se apurassem) dar-se a conhecer ao mundo mais mediático neste torneio.

Guarda-Redes

Hervé Kouakou Koffi
Começamos por um “local”. Embora actue no estrangeiro, ao serviço do ASEC Mimosas da Costa do Marfim, é dos poucos da lista que “ainda” actua em África. Nascido a 16/10/1996, Kouakou é um jovem guarda-redes internacional pelo Burkina Faso. Fisicamente forte, muito alto e possante mas com agilidade, é destemido como grande parte dos seus pares em África, mas bastante mais tranquilo do que os mesmos.
No momento em que tem a bola nas mãos é, por vezes, precipitado, tentando sempre colocar rapidamente a bola na frente mesmo quando o seu colega está em inferioridade numérica acentuada.
O que nos chamou mais a atenção foi a sua eficácia. Não sendo muito exuberante não é fácil marcar-lhe golos nem encontrar-lhe grandes erros técnicos.    

André Onana
Tal como muitos outros camaroneses, Onana chegou à Europa através do protocolo existente entre a Fundacion Samuel Eto’o e o FC Barcelona. Nascido em 02/04/1996 já é internacional pelos Leões Indomáveis e a sua categoria permitiu-lhe alcançar o estatuto de titular na baliza do Ajax.
Muito rápido e com os reflexos muito apurados, é muito eficaz entre os postes, mesmo que seja preciso utilizar uma técnica de defesa menos ortodoxa. No 1v1 é bastante sereno, aguentando a sua posição ao máximo antes de antecipar a acção do avançado.
Tranquilo com a bola nos pés e com qualidade ao nível do passe, sente-se à vontade no estilo de jogo de posse do Ajax – não sendo de admirar fruto da sua passagem anterior pelo Barça.

Lawrence Ati-Zigi
Nascido a 29/11/1996 no Gana, este mundialista Sub20 em 2015, está já há várias épocas ligado à família “Red Bulliana”. Chegou à Europa na época 2014/2015, ao Red Bull Salzburgo, vindo da prima africana Red Bull Ghana. Neste momento, Ati actua no clube satélite do Red Bull Salzburgo, o FC Liefering.
Com uns reflexos fantásticos e muita eficácia entre os postes, Ati é apontado como um dos guarda-redes africanos com mais potencial e com excelentes condições para vir a ser o titular dos Black Stars. Contudo, nota-se que já tem alguma “escola” técnica, não sendo já um diamante por lapidar. Espera-se que possa assumir em breve a baliza da equipa principal para ficarmos a conhecer melhor o seu real valor.

Defesa Central

Axel Tuanzebe
Sem ainda se ter estreado na equipa principal do Man. United, Tuanzebe é considerado um dos jogadores da academia com maior potencial. Nascido na República Democrática do Congo, a 14/11/1997, este jovem defesa-central é titular indiscutível dos Sub23 do United.
É extraordinariamente calmo para a posição que normalmente ocupa em campo, colocando muitas vezes a sua equipa em risco com a sua vontade em sair a jogar em progressão. A sua boa qualidade técnica permite-lhe ter esse conforto, mas precisa de melhorar os timings de passe, que muitas vezes são ultrapassados.
Competente no processo defensivo, em especial no jogo aéreo, ganha muitos duelos individuais. É também forte na sua relação com o colega de eixo, estando muito bem posicionado em sua função.

Rivaldo Coetzee
Criado no Ajax Cape Town, estreou-se com apenas 17 anos nos Bafana Bafana. Nascido a 16/10/1996, este jovem defesa-cental é apontado como um dos melhores a nível mundial, no seu escalão etário.
Mostra uma boa relação com a bola, muito boa para a sua posição. A defender mostra detalhes que revelam um bom processo de formação, revelando-se muito forte na leitura de jogo e na antecipação, recuperando muitas bolas com a sua interpretação do jogo.
Não é muito alto para aquilo que estamos habituados a ver na sua posição, mas não é por isso que não ganha muitas bolas de cabeça.
Seria muito interessante vê-lo jogar em contextos mais competitivos para melhor se avaliar a sua competência, permitindo também ao próprio conhecer melhor o seu real valor.

Chidozie
Apareceu no eixo defensivo do FC Porto, na época passada, meio aos “trambolhões”. Numa altura em que a equipa defendia muito mal, quiseram que ele fosse o salvador de uma equipa muito intranquila. Não o foi. Mas fez algumas exibições que o levam a ser um defesa-central com bastante potencial.
Muito forte na marcação individual, sem ser demasiadamente duro, é muito concentrado e ágil no processo defensivo. Tem uma boa leitura de jogo, realizando excelentes movimentos de antecipação. Contudo, embora intercepte e corte muitas bolas ao adversário, necessita de fazer mais recuperações. Isto é, muitas vezes corta/intercepta bolas do adversário, mas não fica com elas. 
Talvez precise de ter mais confiança com a bola nos pés, para conseguir dar uma continuidade e significado aos seus tackes.
Ganha também muitos dos seus duelos aéreos.
Natural da Nigéria, nasceu no primeiro dia de 1997, tendo já sido seleccionado para as Super Águias.

Nayef Aguerd
Produto da Académie Mohammed VI, Nayef Aguerd já conquista títulos ao serviço do FUS Rabat, sendo uma peça importante no eixo defensivo da equipa que ocupa o segundo lugar da Botola Pro.
Nascido a 30/03/1996, Aguerd já é internacional marroquino. Forte no jogo aéreo ganha muitas bolas nos duelos ofensivos e defensivos. Com um pé esquerdo interessante – até mesmo o direito revela qualidade – é muito certeiro nos passes longos.
Embora não seja muito veloz na mudança de velocidade, tem a passada muito larga, conseguindo “ir buscar” os seus adversários que lhe conseguem fugir. Outro atributo que realçamos é a preocupação que tem em recuperar bolas ao invés de só as interceptar. Os cortes e desarmes são feitos muitas vez com a intencionalidade de recuperar e não as cortar.
Bom na antecipação, é tacticamente evoluído, precisando de melhorar o seu posicionamento quando joga a defesa-esquerdo.

Defesa Direito

Achraf Hakimi
Defesa-direito de origem, mas que também desempenha bem as funções de lateral esquerd Hakimi já é internacional AA por Marrocos. Nascido (04/11/1998) e criado em Madrid e no Real, é apontado como uma grande promessa da “cantera” madrilena.
Muito rápido e seguro com bola, tem um jogar bastante adulto quando ataca, muito ponderado em relação aos timings de subida. Talhado para atacar, fruto da sua formação em equipa “grande”, é tecnicamente evoluído gostando de progredir em posse ou em tabelas curtas com os colegas, aventurando-se pelo corredor central.
No plano defensivo necessita de ser mais agressivo tacticamente. Por vezes, demora muito tempo a recuperar a sua posição, deixando a equipa exposta nas transições defensivas – não sendo culpa exclusivamente individual deste jogador. Terá de ser tão disponível para defender como o é para atacar se quiser vir a ser um melhor defesa.

Almamy Touré
Nascido em Bamako a 28/04/1996, ainda não alcançou o estatuto de internacional pelo Mali. Contudo, já está nos livros de alguns colossos europeus.
Com um porte atlético bastante possante, é extremamente forte nos duelos individuais, não sendo tarefa nada fácil passar por ele. Marcação, desarme, antecipação, jogo aéreo, são mais valias que fazem dele um excelente defesa direito.
Tacticamente é cauteloso, isto é, dá primazia aos comportamentos defensivos, não expondo muito o seu corredor a ataques adversários. Com bola, não é dos mais habilidoso, mas adora pegar nela em terrenos mais recuados e galgar pelo seu corredor em diante.

Defesa Esquerdo

Hamza Mendyl
Foi uma das agradáveis surpresas das convocatórias de Hervé Renard. Embora represente a equipa secundária do Lille LOSC, Mendyl poderá assegurar o lugar de lateral-esquerdo da selecção marroquina.
Nascido em Casablanca a 21/10/1997, e formado na Academia Mohammed VI, Mendyl é um lateral muito intenso, gostando de galgar metros pelo corredor esquerdo da sua equipa. Rápido e forte, notabiliza-se, sobretudo, pela sua dimensão mais atlética.
Não sendo nenhum prodígio no que toca à dimensão táctico-técnica, resolve muitos dos seus problemas com a sua rapidez e duelos físicos, tanto a defender como a atacar. No entanto, tal poderá não chegar para conseguir estabelecer-se na primeira equipa. Elementos como o passe, a recepção, o cruzamento, terão de ser melhorados por este jogador.

Brendan Galloway
Nascido em Harare no Zimbabwe e internacional jovem pela Inglaterra, Galloway é elegível para ser seleccionado para os AA dos dois países. Nascido a 17/03/1996, cedo emigrou para Inglaterra com os pais, estabelecendo-se futebolisticamente na profícua academia do MK Dons.
Hoje, tenta impor-se na rígida defesa do West Bromwich Albion, emprestado pelo Everton. Com um estilo muito ágil e intenso, Galloway é um defesa-esquerdo completo, competente em ambos os processos, defensivo e ofensivo.
Muito bom tecnicamente, é habilidoso com a bola nos pés, mas é a defender que chama mais a atenção. Não é nada fácil passar por ele no 1v1, aguenta muito bem a sua posição, conseguindo um fantástico jogo de pés enquanto aguenta a contenção. Além disso, é um jovem que se posiciona muito bem com a restante linha defensiva.  
Por vezes entusiasma-se de mais com a posse da bola, perdendo o seu timing de decisão. Mas tal poderá estar relacionado com o seu à vontade com a bola e gosto em tê-la.

Médio Defensivo

Onyinye Ndidi
Não é por acaso que tem já uma transferência agendada para o campeão inglês. Com talento a mais para o campeonato belga, este médio-defensivo nigeriano nascido a 16/12/1996 irá actuar no Leicester, já a partir de Janeiro.
Jogador alto e esguio, é muito cerebral a defender, com um estilo muito calmo e eficaz. Forte na recuperação de bolas como se quer a um bom pivot defensivo, faz a equipa jogar com a sua qualidade de passe – curto e, sobretudo, longo.
Outra qualidade que o distingue é a sua recepção. Muitas das vezes, com o primeiro toque consegue ultrapassar logo o adversário que o pressiona. Outras vez, tem um posicionamento táctico e corporal tão bom que lhe permite passar de primeira com bastante qualidade, não sendo preciso sequer fazer uma primeira recepção.

Franck Kessié
Há quem questione se ele nasceu mesmo em 19/12/1996. Com apenas 19 anos, o costa-marfinense Kessié joga na Serie A italiana parecendo um iniciado a jogar num campeonato de “escolinhas”. Extremamente físico no seu jogar – ao ponto de isso se fazer valer também nos jogos dos Éléphants contra equipas também muito atléticas, resolve praticamente todos os seus problemas de uma forma individual, mas habitualmente eficaz. Contudo, isso poderá não lhe chegar para estar a top numa equipa que privilegie um modelo de jogo mais colectivo.
Podendo jogar em diferentes espaços do meio-campo, Kessié tem como melhores qualidades ser um excelente recuperador de bolas e um excelente transportador.
Por fim, destacamos ainda o facto de ainda tão novo, Kessié já assumir a responsabilidade de ser marcador de penaltis na Atalanta.

Médio Centro

Amadou Diawara
Vindo desde a Guiné-Conacri, Amadou Diawara é dos médios-centro mais empolgantes a atuar em Itália. Nascido a 17/07/1997, este pivot defensivo do Napoli é melhor jogador a cada jogo que faz.
Depois de ter chegado ainda com idade de júnior ao San Marino, passou pelo meio-campo do Bolonha na época passada e nesta já brilha no portentoso Napoli. Físico, como grande parte dos pivots africanos, e eficaz no desarme, é a sua constante procura da posse de bola que nos delicia no seu jogar. Extremamente confiante com a bola no pé, jogando muitas vezes no risco, é bastante confortável quando tem a mesma, não perdendo muitas bolas. Exceção feita ao nível do passe longo e da sua receção, que precisam de ser melhorados.
Na dimensão tático-estratégica é também muito forte, estando sempre muito bem posicionado, tomando decisões muito acertadas com a posse de bola.

Youssef Aït Bennasser
Nascido a 07/07/1996 na França, mas já internacional AA marroquino, nota-se no seu jogar, o requinte técnico da escola francesa. Muito bom no drible e na relação com bola, Aït Bennasser não é jogador para ter o nº 6 na camisola que habitualmente usa.
Mais competente a atacar do que a defender, o jogador do Nancy – mas que já pertence ao AS Monaco – tem na qualidade do “último passe” uma das suas maiores competências, conseguindo “queimar” muitas linhas defensivas com os seus passes verticais e a sua criatividade.
Por vezes, parece pensar e jogar um jogo diferente do dos seus colegas. Isso poderá não ser necessariamente mau, mas faz com que perca algumas bolas em espaços/momentos perigosos para a sua equipa. 

Médio Ofensivo

Alex Iwobi
Só pelo facto de ser sobrinho de Jay-Jay Okocha já poderia constar nesta lista. Alto e com um estilo meio desengonçado, por vezes à la Kanu, tem-se mostrado muito completo no ataque do Arsenal, cada vez mais preponderante no xadrez de Arséne Wenger.
Partindo sempre do corredor esquerdo para o corredor central, Iwobi é mais um 10 do que propriamente um extremo. É muito mais habitual vermo-lo a procurar passes de ruptura à frente da grande área do que na faixa esquerda a dar largura e a fazer cruzamentos. Inteligente na tomada de decisão e muito competente no passe, Iwobi revela-se um bom organizador de jogo.
Rápido e eficaz no 1v1, falta-lhe ainda alguma qualidade no momento da finalização. Embora tenha marcado dois golos nos últimos quatro jogos que realizou, apenas foram os primeiros da época em quase vinte partidas disputadas. 

Ismaël Bennacer
Médio-centro de perfil ofensivo, Bennacer encanta no “Youth System” do Arsenal, depois de ter sido recrutado há duas épocas ao Arles Avignon. Nascido a 01/12/1997 na França, é, no entanto, internacional pela Argélia.
Com um jogar muito intenso e disponível, está constantemente à procura da bola, criando sempre soluções de passe aos seus colegas. Já quando está em posse, é ele que muitas vezes faz jogar a equipa, com a sua interpretação e leitura do jogo e procura da melhor decisão para a equipa. O seu pé esquerdo não engana. Tecnicamente evoluído, nota-se nele a escola francesa nos seus detalhes tático-técnicos e na sua confiança e agilidade quando parte para o drible e 1v1.
Precisa de melhorar um pouco a sua qualidade de passe, para ser um jogador ainda mais top, já que em linhas mais “apertadas”, nem sempre consegue fazer chegar a bola aos seus colegas. 

Extremo Direito

François Kamano
Uma das maiores promessas do futebol da Guiné-Conakri, François Kamano encanta nos relvados franceses, ao serviço do Bordeaux. Sem ainda ter conseguido ganhar o estatuto de titular no competitivo plantel do Bordeaux, Kamano já conseguiu marcar 4 golos, 3 dos quais a darem a vitória à sua equipa.
Kamano, nascido a 01/05/1996, é um extremo que actua preferencialmente no corredor direito, desempenhando também bem as suas funções quando explora o corredor central ou o esquerdo.
Muito rápido e agressivo no drible, tem uma boa qualidade de passe, cruzamento e do chamado último passe. Embora só conte com 10 golos em 60 jogos de Ligue 1, Kamano é também um bom finalizador.
Na época passada teve alguns problemas de disciplina, tendo sido expulso por duas vezes, ambas por cartão vermelho directo. A estabilidade emocional é algo que necessita melhorar, já que muitas vezes desaparece do jogo, mesmo em momentos que a equipa precisa de si.

Ismaila Sarr
Aparecido esta época na equipa principal do Metz, com apenas 18 anos de idade feitos a 25/02/1998, Ismaila Sarr é um interessante extremo senegalês, já internacional AA pelo seu país.
Sarr é um jogador rápido que actua normalmente pelo flanco direito, é forte no 1v1 tanto nos espaços mais curtos como a galgar pelo seu corredor. Prefere jogar sempre por fora, tentando ganhar espaço/tempo para o cruzamento. Esse comportamento talvez surja como uma defesa, já que ainda necessita de desenvolver mais a sua habilidade finalizadora, em especial no 1vGR.
Resolve os seus problemas de jogo de uma forma individualista, precisando de trabalhar mais o seu jogo colectivo, em especial quando joga em ataque continuado.

Extremo Esquerdo

Henry Onyekuru
Uma das belas surpresas da Jupiler League, o nigeriano Henry Onyekuru tem potencial para outros patamares.
Nascido a 05/06/1997 na Nigéria mas formado na Aspire Academy do Senegal,  este extremo esquerdo nigeriano tem encantado no Eupen, e tem chamado a atenção de alguns colossos europeus.
Rápido e agressivo nas mudanças de direcção, gosta de puxar a bola para dentro para com o seu melhor pé tentar o remate – oito golos em vinte jogos é um número extremamente interessante para um jovem jogador de uma equipa do meio da tabela.
Muito bom nas diagonais, consegue aparecer muitas vezes nas costas das defesas, sobretudo quando explora a ligação defesa-central//defesa-lateral.
Ao nível do passe e do cruzamento também se mostra muito forte conseguindo já seis assistências para golo até ao momento!  

Isaac Success
Nasceu em Benin City, na Nigéria, a 07/01/1996, vindo em 2014 para a Europa para representar a Udinese. Depois de uma passagem pelo Granada, tem deixado alguma “água na boca” os adeptos do Watford, mesmo estando a jogar pouco pelas suas lesões.
Não é o extremo explosivo que muitos treinadores desejam mas compensa com a sua habilidade, fantasia e dimensão atlética, não sendo fácil tirar-lhe a bola no 1v1. Criativo e imprevisível a nunca se sabe o que ele vai fazer com a bola, tomando, por vezes, decisões demasiadamente individualistas.
Tacticamente não é muito forte e será aí que Success terá de se desenvolver mais para vir a ganhar o estatuto de titular no Watford, já que com as competências que mostra nas outras dimensões do jogo, tem tudo para vir a ser um dos melhores jogadores da sua geração em África.

Avançado

Kelechi Iheanacho
Dos mais mediáticos da lista é também dos mais interessantes. Apaixonou os seguidores do futebol de formação quando surgiu e conquistou o Mundial Sub17 de 2013. Tecnicamente muito evoluído e tacticamente cumpridor tem feito bons jogos e muitos golos ao serviço do Manchester City.
Nasceu em Owerri a 03/10/1996, já sendo indiscutível no ataque das Super Águias.
Com um pé esquerdo de enorme qualidade – quer na finta, no passe ou no remate – consegue  juntar o instinto marcador dos pontas de lança de área com a dinâmica dos avançados móveis, estando-se a tornar num ponta de lança cada vez mais completo. As suas diagonais, quer as mais curtas dentro de área em antecipação ao defensor quer as mais afastadas da baliza em desmarcação de ruptura da linha defensiva são também muito interessantes.
Revela algumas dificuldades quando tem de jogar de costas para a baliza. Quando tem estas funções de ser um jogador de referência para os seus colegas, não se revela tão competente, sendo melhor a jogar do que a fazer jogar.

Gelson Dala
Tentando contrariar a falta de renovação de individualidades do futebol angolano, Gelson Dala aparece como a referência que tem faltado aos Palancas Negras.
Este avançado nascido a 13/07/1996 tentará mostrar no Sporting CP, a partir de Janeiro, aquilo que mostrou no 1º de Agosto e na selecção angolana, golos! Bom de bola, trata-a bem com os dois pés, ao ponto de haverem momentos em que não se sabe qual é o seu pé dominante. Muito habilidoso no drible, não é um jogador que lhe seja fácil roubar a bola, mesmo não sendo muito possante, já que aguenta muito bem os duelos físicos.
Precisa de desenvolver as suas competências mais colectivas, já que vem de um contexto onde se joga um futebol menos complexo.


Não foi uma lista dos melhores. Não somos profissionais e como tal, para uma lista tão global, não achamos justo considerar os nomes propostos como os melhores. Por isso mesmo, deixamos outras sugestões de nomes que poderão vir a falar num futuro próximo no continente africano: Elia Meschak, extremo congolês do TP Mazembe; Moses Odjer pequenote de tamanho mas gigante na qualidade médio centro ganês da Salernitana; Ronaldo Vieira polivalente bissau-guineense do Leeds United; Sidiki Maiga diamante bruto maliano do Real Bamako; Adam Ounas canhoto criativo do Bordeaux.