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segunda-feira, 12 de abril de 2021

O vai e vem do Futebol do Interior de Portugal

Fonte: Facebook GD Bragança
Com a realização da última jornada do Campeonato de Portugal durante o último fim-de-semana, ficámos a conhecer os resultados finais dos diferentes destinos das equipas deste campeonato. Entre lutas pelo acesso à Liga 2 e à Liga 3, manutenção no Campeonato de Portugal e descidas aos distritais, tudo ficou decidido.

No meio de algumas surpresas houve um padrão comum que se manteve: a descida aos distritais dos clubes do Interior mais profundo de Portugal.

Clubes como o Bragança, Águia Vimioso, Vila Cortez, Alcains, Lusitano Évora e Moura, são exemplos disso. Felizmente também existiram equipas que contrariam essa tendência, mas os exemplos são poucos para aquilo que gostaríamos de ver.

Nessa reflexão, e tendo a noção que estamos longe de ser “experts” na matéria, temos para nós que uma pequena alteração nos quadros competitivos iria criar mais justiça nesta questão: A necessidade de ajustar a divisão das Séries, fugindo da lógica meramente horizontal, tanto a nível sénior, como ao nível da Formação.

Ou seja, sabendo de antemão que qualquer tipo de divisão acabaria por ser injusta para alguém, acreditamos que uma divisão das séries tendo por base feixes horizontais, que vão da costa portuguesa até à fronteira com Espanha, está completamente desajustado de uma realidade que ultrapassa o plano desportivo.

Para se ter uma ideia, relembramos aqui que em 2015/2016, a equipa de Sub17 do SC Mêda do campeonato nacional, da qual fazíamos parte, realizou mais de 1900km para as suas deslocações como visitante, só na primeira fase, em que para a sua viagem mais curta teve que fazer 189km. Só de ida!


Ora, se enquanto contexto formativo, os jogadores do Interior já sofrem bastante do desajustamento dos quadros competitivos, não se espere que quando alcançam o patamar sénior consigam “bater-se” de igual para igual com as equipas do litoral, que fruto das circunstâncias sócio-económicas do país, já são bem mais propensas a alcançar melhores resultados desportivos.

Embora esta proposta esteja ligada às questões da gestão e organização dos quadros competitivos, acreditamos que as suas repercussões seriam bem mais técnicas do que possa parecer, criando um contexto de desenvolvimento muito mais rico e ajustado para os jovens do Interior.

Em suma, fica aqui apenas uma ideia de quem é natural e reside nesse mesmo Interior profundo, apaixonado pelo Fenómeno EcoAntropoSocialTotal que o Futebol é…

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Do "Aquecimento Pré-Jogo" para o "Treino Pré-Jogo": uma Mudança de Paradigma!?


E se começarmos a olhar para o “aquecimento” antes do jogo como um “Treino”?

Num recente jogo de juniores da cada vez mais desertificada região de Trás-os-Montes, assistimos a um insólito 11x10. A equipa forasteira teve algumas baixas no seu curto plantel, o que lhe conferiu uma desvantagem numérica logo no momento de início do jogo.

Tanto durante a viagem, como na palestra pré-jogo já se foi tentando acautelar esse desequilíbrio numérico. Contudo, foi no momento do aquecimento que se tentou ajustar a equipa, organizando-a para a necessidade de se jogar com 10. 

Nos primeiros minutos os jogadores realizaram alguns exercícios do chamado “aquecimento funcional” ou “articular”, com movimentos corporais padronizados e transversais a muitas modalidades desportivas. Em seguida, os jogadores realizaram um exercício (ou vivenciaram um contexto) propício para o aparecimento do jogar em duas linhas de 4, segundo a estrutura posicional para o jogo, com 2 apoios, como se pode ver na figura:



Neste contexto os laranjas (linha de médios) tinham como objectivo colocar a bola no avançado (verde), que através de constantes desmarcações, procurava receber, orientar e finalizar. Já os azuis (defesas), tinham como objectivo fechar os espaços entre central-lateral e central-central, e após recuperação colocar a bola no treinador-adjunto, obrigando a linha do meio campo a constantes ajustes de pressão e cobertura para a bola não entrar entre eles.

Esta vivenciação, que durou cerca de 10min, pareceu ter efeitos extremamente interessantes, em especial para o avançado. Esse jogador que tardava em ter uma atitude pró-activa no jogo, por ventura fruto da híper solicitação que teve no exercício, teve um comportamento bastante diferente em relação ao seu último jogo, parecendo ter ficado muito mais concentrado e inteligente em relação à interpretação do Jogo. 

E foi aqui que pudemos ter criado um novo paradigma na nossa cabeça... Terá sido coincidência? Para nós não. A partir desta circunstância, deixamos de ver o AQUECIMENTO como uma PREPARAÇÃO para passarmos a ver o AQUECIMENTO como uma POTENCIAÇÃO. Chegámos a ponte de nos questionarmos: Porque não considerar este espaço como mais um treino!? O futuro nos dará a resposta a esta pergunta…

domingo, 2 de abril de 2017

Como se pode avaliar a qualidade do Treino sem o Jogo?

Ao contrário de muitas outras associações, a Associação de Futebol da Guarda, não tem um quadro competitivo regular para o escalão de Sub11.

Aqui, que é onde estamos inseridos, as equipas de “escolinhas” defrontam-se esporadicamente – normalmente de 3 em 3 semanas – em torneios de 4 equipas, alterando o futebol de 5, dentro de pavilhão, e o futebol de 7, nos estádios, dentro da própria época desportiva.

Pelo que já nos foi transmitido pelos coordenadores técnicos da Associação, esta estrutura competitiva vai de encontro às premissas definidas pela própria Federação Portuguesa de Futebol, que pretende dar um carácter bastante lúdico e recreativo à prática do futebol nestas idades.

Respeitando a filosofia da FPF e da AFG sobre este assunto, não podemos negligenciar as suas consequências no nosso Processo de Ensino do Jogo. Desde 7 de Fevereiro que temos estado a orientar o nosso treino para o futebol de 7, com uma estrutura de jogo diferente da usada nas épocas anteriores (passámos do 1x2x3x1 para o 1x1x2x1x2), exigindo uma adaptação diferente às suas diferentes dinâmicas. Acreditamos que as crianças estão a assimilar bem os princípios que balizam o nosso jogar, mas sobretudo estão a evoluir enquanto individualidade no Jogo.

É aqui que surge o derradeiro problema desta reflexão. Como poderemos nós dizer que eles estão a evoluir, a crescer, a desenvolverem-se se desde dia 7 de Fevereiro nós só ainda estivemos presentes num Torneio? Ou seja, como poderemos nós avaliar a qualidade do nosso processo de ensino e a qualidade do processo de aprendizagem das crianças se não realizamos jogos?  

Passámos a jogar com dois avançados, em vez de um – fizemos bem ou fizemos mal? Criámos o papel de organizador de jogo ao nosso médio ofensivo, com o intuito da equipa desenvolver jogadores que possam vir a ser excelentes nº 10 no futuro, fruto do desaparecimento deste modelo de jogador – certo ou errado? A dinâmica de coberturas defensivas é mais exigente por as equipas adoptarem normalmente um sistema diferente do nosso – somos mais ou menos eficazes a defender? O nosso defesa tem um papel mais redutor ao nível da progressão e construção mas mais especializado na organização defensiva – é ainda cedo para especializar tanto? Deixámos de ser tão largos a jogar – quem deverá assegurar a largura que falta, os médios, os avançados, depende de onde a bola está?

Julgamos que as respostas a estas perguntas não são imediatas e que só com a realização de vários jogos poderemos obter um esboço das mesmas.

É verdade que já deveriam ter sido realizados dois Torneios, fruto da falta de organização de um deles por parte de um dos clubes, mas não é mais verdade que existe um grande descompromisso por parte da Associação de Futebol da Guarda relativamente a estes escalões.

Acreditamos que já está na altura de se mudar o paradigma e ajustar o quadro competitivo, pegando no exemplo de outras Associações de Futebol, como é o caso da de Vila Real. Não estamos a falar de um processo competitivo baseado em classificações, pois acreditamos que não fará muito sentido nessas idades, mas sim de um quadro competitivo regular, com jogos semanais, semelhante a outros escalões mais velhos.


Talvez nesse momento o jogador e a equipa do distrital da Guarda comece a ser mais valorizado…

sábado, 5 de novembro de 2016

Quando se ganha por 32 a 0!

Hoje o Benfica ganhou 32 a 0, num jogo de infantis. Infelizmente, este caso não é único, e embora não seja frequente, vai acontecendo ao longo da época nas mais diversas regiões de Portugal.

Num resultado destes há muita coisa que nos faz confusão. Tanto numa equipa como na outra.

Começando pelo Mem Martins e desconhecendo por completo essa equipa, não deixa de ser lamentável que se apresente em competição com um grupo de jogadores capaz de tal feito histórico. Temos consciência e também nós provocamos os jogadores para que eles sintam que o Futebol não é um “mar de rosas”. Mas expor as crianças a tal humilhação é tudo o que menos se quer no futebol de formação. Como se sentiam as crianças no final do jogo? Que palavras lhes disse o seu treinador no final do mesmo? Como ficariam os pais depois de verem os seus pequenotes a ser desvalorizados daquela maneira?

Passando para o lado do Benfica, cujo seu lema é “formar a ganhar”, julgamos que deveria repensar melhor a sua estratégia para o seu futebol de formação de iniciação. Pelo menos para este jogo. Não acreditamos que a hora que os meninos passaram nesta partida tenha contribuído para o seu processo formativo. Algo está errado quando se marca um golo de 2 em 2 minutos e quem menos culpa tem, são obviamente as crianças.

Com este resultado presumimos que a equipa se apresentou na sua máxima força, com os seus melhores jogadores nas suas melhores posições. Daí, deixarmos umas interrogações. Não seria melhor para o jogo, o treinador tem colocado em campo menos jogadores do que o seu adversário? Não seria melhor para o jogo, o treinador colocar os jogadores em posições menos confortáveis criando-lhes alguma dificuldade naquilo que é o seu processo? Não poderia o treinador ter criado algumas condicionantes estratégicas aos seus jogadores para eles marcarem golo (por exemplo: remate com pé não-dominante, passar a bola por todos antes de marcar golo)?

Temos consciência que se estaria a descaracterizar a essência do jogo, mas acreditamos que a formação das valências técnicas e humanas das crianças é prioritária a qualquer recorde e fome de ego que possa haver. Pelo menos, é esta a ideia de quem tem uma visão romântica do jogo.


Ficamos a aguardar outras opiniões…

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Significados da não-continuidade do SC Mêda no Nacional de Juvenis!

A equipa de juvenis do SC Mêda não irá participar na fase de manutenção do campeonato nacional da mesma categoria. Esta “ilustre desconhecida” equipa não tem condições humanas para conseguir disputar a segunda fase da Série B do campeonato nacional de juniores B, sendo que a mais cruel das decisões foi tomada. Depois de muita ponderação por parte da direcção, a ausência de um número suficiente de jogadores para continuar em prova, ditou a sua não continuidade.
Defensores do Futebol segundo um olhar global, transversal e total deste Fenómeno, olhamos para esta não-continuidade de uma forma muito triste. Sobretudo, porque o que nos custa mais ao olhar para esta decisão é vermos que foi um grupo de jovens jogadores de uma humilde cidade do interior, que mais afectado foi com esta escolha. E, sobretudo estes jovens, não mereciam sofrer esta consequência.
Antes de mais, importa contextualizar aquilo que foi a génese desta equipa.

Na época 2014/2015, os Sub17 do SC Mêda, comandados pelo excelente treinador Rogério Afonso, foram campeões da categoria na Associação de Futebol da Guarda, elevando-se com mérito próprio para o campeonato nacional. Dos vários jogadores da equipa, apenas 4 (+1 iniciado) continuaram no plantel, tendo todos os outros subido de escalão. Como é óbvio, e por mais qualidade que apresentassem os jogadores vindos da equipa de iniciados, os novos Sub17 não poderiam contar apenas com “eles próprios”, tendo o recrutamento de novos jogadores entrado em marcha.
Para se ter uma noção do que é a realidade do interior do país, quase todos os clubes da AF Guarda não conseguem ter todos os escalões etários representados nos campeonatos regionais. No princípio da época, os clubes têm que ponderar muito bem em quais escalões se inscrevem, fazendo verdadeiros truques de gestão para que as suas equipas se mantenham minimamente competitivas.
Estamos, portanto, a falar de uma questão de quantidade (ou falta dela) de jogadores disponíveis. Pode-se, com isso, ter uma ideia do que é que o recrutamento por parte de uma equipa superior, poderá causar numa equipa inferior.
Por outro lado, é difícil compreender como é que uma equipa da AF Guarda tenha sido colocada na Série B, junto das equipas da AF Porto e AF Aveiro Norte, não jogando contra nenhuma equipa dos distritos limítrofes. Embora seja uma experiência quase, ou mesmo, única jogar contra clubes como FC Porto, Paços de Ferreira, Boavista e companhia, a verdade é que em termos competitivos, o SC Mêda fica sem grandes chances de poder sequer disputar um resultado.
Foram mais de 1900km que o clube fez só para ir jogar fora (mais outros tantos para regressar a casa). São quilómetros a mais para uma equipa que tem a sua deslocação mais curta a cerca de 189km de distância…
Por isso, não deixa de ser curioso que o Tondela, que ficou classificado em 2º lugar da Série C do nacional de juvenis, apenas tenha ganho ao SC Mêda por 2x1, num amigável de início de temporada.

Após várias abordagens a jogadores referenciados pela equipa técnica, o plantel acabou por ser formado por 23 jogadores. Para além da cidade da Mêda, os concelhos de V. N. de Foz Côa, Moncorvo, Trancoso e Aguiar da Beira cederam alguns jogadores a esta equipa. Se bem que destas e de outras localidades como a Guarda, houvessem jogadores bastante interessantes que acabaram por não aceitar fazer parte deste grupo.
Contudo, cedo começaram a sair jogadores. Após o terceiro jogo, um já tinha “abandonado” o projecto. E com o decorrer da época iam-se somando as desistências, chegando a equipa a apresentar apenas 13 jogadores no seu último jogo fora, frente ao Gondomar.
Para se ter uma ideia daquilo que foram as dificuldades de operacionalização do processo competitivo, um dos defesas-centrais habitualmente titulares foi guarda-redes até à época anterior! E em alguns dos jogos que ele não jogou a titular, 4 dos 5 defesas – se contabilizarmos o guarda-redes, eram Sub16!
Até o próprio processo de treino foi muito diferente daquele que é o ideal para o nível competitivo de uma Nacional. Para se ter uma noção, após o início do ano lectivo, esta equipa apenas fazia/faz dois treinos semanais. Metade daqueles que fazem os seus adversários. Dividindo espaço/exercícios com a equipa de juniores do clube.
Enquanto que aos clubes de top desta série mais 1000 ou menos 1000 euros não interferiam em muito no rendimento dos seus jogadores, o mesmo não aconteceria no caso do SC Mêda. Com uma certa ajuda financeira, a equipa poderia, por exemplo, dormir fora para minimizar o efeito negativo das grandes viagens; ou incrementar a sua reduzida equipa técnica.
É cada vez mais difícil criarem-se projectos ambiciosos nestes meios provincianos. Ou são extremamente circunstanciais e pontuais e se concretizam a curtíssimo prazo, ou acabam por desaparecer por falta de consolidações estruturais. O comodismo, descompromisso, visão/postura rígidas e retrógradas para com esses projectos, não permitem que se avance tanto como o potencial do próprio projecto o poderia antever. Embora a participação no campeonato nacional fosse uma oportunidade única para os jovens da região, havia algo que fazia antever que com o decorrer da competição muitas dificuldades iriam surgir na operacionalização do processo competitivo.    Mais do que culpabilizar A, B ou C por esta não-continuidade, é importante que todos os agentes desportivos olhem para o Futebol de um ponto de vista holístico e sistémico entendendo aquilo que são e que foram as dificuldades Desportivas, Técnicas, Sociais, Culturais e Económicas para os Sub17 do SC Mêda.
E aceitem que esta decisão foi a mais acertada para o desenvolvimento dos jovens jogadores, que corriam o risco de pouco Aprenderem num contexto competitivo e, infelizmente, tão desnivelado.
Por estas e outras dificuldades, acreditamos que, ao contrário do que foi dito por Ricardo Silva, guarda-redes da equipa Sub17 do FC Porto, esta equipa não era assim tão “muito fraca”! Embora não achemos que devam ser tratados como “coitadinhos”, deveriam ser mais respeitados por todos os agentes desportivos, tendo em conta o seu contexto mais humilde. Se isso acontecesse por parte de quem manda no futebol, todos sairiam a ganhar.

Por fim, esta não-continuidade da equipa do SC Mêda tem ainda um sabor mais amargo em termos pessoais. Por termos feito parte activa desta equipa (na qualidade de treinador-adjunto) e termos de pôr de parte o nosso próprio processo de aprendizagem, é ainda mais custoso vermos esta equipa “morrer”…

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Inside AFC Ajax Academy - Notes from a visit to De Toekomst

One year ago, we had the privilege to be in Amsterdam at the International Course Weekend promoted by Ajax AFC. In three days we made workshops, we saw training sessions, we saw few matches – “Twin Games”, U8, U11, U17 and the senior squad - and we learnt a lot from one of the best football academies in the world.

With this post we want to expose the ideas and believes of the Dutch club, their particularly philosophy that helps them to be one of the most profitable academy in the world.

Besides the development of the players by itself, Ajax it is also known and recognise to have the ability to make a fantastic work in the Scouting area. In the first workshop of the curse, they show us their ideas about the process of talent identification and recruitment.
Ajax younger team – the U8 class – is made up only with scouted players in schools from Amsterdam and surroundings. Everything starts with scouting work!
However, to structure, it is very important that scouts know the level of skills of their players before making an efficient rating of players from the other clubs.
The mainly things that a Ajax Scout search in a football player are the ball mastery, the focus and commitment to the Game, and the fun and joy that the player express when he is in the field. Also, Ajax Scouts gives preference to younger and national players. Beyond this specific profile, talent-searchers seek players that can be capable to play in more than one position on the field.
However, in younger teams, club does not give much importance to playing positions. In that age group, Ajax uses volleyball system to rotate playing positions, giving the children opportunities to experiment different tasks in the field.
The Ajax Scouting system gives a lot of importance to their network. Scouts receive information about talented players and sometimes clubs approach themselves to the scout to present their “wonderkids”.
Grassroots clubs linked with Ajax use their training methodology to help the progression of their wonderkids.
Ajax Scout makes them observations even in training sessions, during the weekly practice.
One of the most beautiful challenges to an Ajax Scout is the ability to predict and to imagine how the player will play in the next three years - period of time determined by scouting department. In other words, Ajax Scout needs to be able to divine the development and capacity in the near future.
One interesting curiosity that Ajax notice in the last few years is the fact that most young players came from poor social background. In their system, they have a lot of players which came from immigrant community, especially from Surinamese, Moroccan and Ghanaian communities.
In this way, club has much concern with parents, giving much importance to the moment of their approach when they are trying to recruit their children. In this particularly point, usually, Ajax has a fantastic relationship with African parents when they want to brought them children to the club. However, when bigger clubs tries to “fish” this Ajax wonderkids, normally the club looses them too. It seams that African parents are very easy to persuade. In the last years, Bobby Adekanye (Nigerian descendent, to Barcelona) and Timothy Fosu-Mensah (Ghanaian descendent, to Manchester United) are good examples of this.   
When everything goes well about the identification of a good player and he is invited to go on trial, he needs time to adapt to the greatness of Ajax. Especially, when he comes from a very small club. 

The core business of Ajax is its Youth Academy. Most people in the club work for its success, trying to improve and develop it every day. That is why if players don’t reach the top and/or first team, something fails in the process. Not players but the programme, coaches or scouts are responsible for that fails.
Academy’s staff helps its players to create a path for the case of club released them. They are the first to worry about the players future when they leave the club.
The organizational structure of the club is based on a horizontal model and is divided in three age groups: U8-12, U13-16 and U17-19.
At the time we were on the course, Ajax had the following directors:
U8/U12 – Michel Hordijk; U13/U16 – Patrick Ladru; U17/U19 – Said Ouaali;
Head of Talent Development – Ruben Jongkind;
Data Analyst – Patrick Oudejans;
Scouting – Jesper van Leewen
Study – Ger Boer
Physical Performance – Gavin Benjafield
Mental Performance – Derk de Kloet
Children recruited to the younger teams - U8 and U9 classes - are the ones who gave more profits to the club when they are sold. Normally they achieve higher performances compared to later recruited players.
Ajax considers the U13-16 stage as the most difficult to work. Parents decide in earlier ages, but at this stage players start to build their personality. Beyond psychological side, body begins to change too. Coordination, flexibility, agility needs to be worked on to adjust body transformation.
At Ajax Academy, when we talking about U8 to U14 teams it is believed that development of players is more important than results. The means to come to an end it’s always the most important. That’s why U17 and U19 teams are based and have their focus on the performance.
However, U18 team is formed to give some players a second chance. To prove they are good enough to continue in the development programme. Players who are recovered from injuries make part of this specific team, too. 
Coaches are chosen taking into account the specificities of each group. They don’t work in different age groups. However, every six weeks coaches rotate inside the age group, being responsible of one team during a six week block.
All teams from the academy uses size 5 footballs. Even the younger teams use size 5 footballs, but in that case it has height adjustment. However, footballs characteristics are so specific even the official sponsor can´t build it for younger teams. For them, instead of Adidas, Ajax uses a brand called Derbystar with unique weight and size adjustments.
Quality of the ball is so relevant that only some models are picked up to use in training sessions: Derbystar, Adidas Passadena and Adidas Rosario. 
Youth players train in different surfaces. They have training sessions in greenfield, sand, concrete and artificial turf. With this choice, coaches aim to stimulate neuronal plasticity of their players, in particular on the younger ones.
Commitment has a crucial role at De Toekomst. It is instilled from an early age. For example, if the player arrives late, it is he who must call to the coach, not he’s parent, and has been through telephone call, not by text message.
Also, was told to us that when a kid needs to go to the 75th grandma anniversary or some event like that, Ajax doesn’t allow it. It’s all about commitment. 
Anthropometric measures are used in the academy to know if a kid has a stress situation. Results gave crucial data to technical staff act on the player and on the environment that surrounds him.
Ajax provides guidelines about nutrition to players parents with the intention of improving the eating habits of the player and also his entire family.

Ajax was the first club to introduce “Twin Games”. This concept tries to bring to the academy a lot of rules from “street football”.
Random team is invited to play against an academy team who is in league break. There, the players from both teams are divided into two fields and play each other. It can be a 8x8, 9x9, 7x7 match, depending on the number of players that both teams have.
There are no referees and coaches can’t step in or send feedbacks to their players. Players have to self-organize on the pitch adapting their tasks on the number of players that a match can be.

Holland in general and Ajax in particular are very well known to generate talented players. Mainly, when we talk about their ball mastery and their technical ability to “connect” with the ball. In the Talent Development workshop we learned some peculiarities that make Ajax so special.
Team or Individual Development? At De Toekomst it is an ongoing discussion. There are pros and cons to favour one view rather than the other, so it’s better to try to develop both individual and collective sides.
Again, there is an age division to facilitate the development process: 
U9 – focus in the process of Individual Development;
U13 – introduction of Talent Development;
U16 – confusing phase because of puberty;
U17 – specialization in field positions. Speed tests are made to help selecting the best position to players.

Internationally known TIPS is an acronym introduced by Louis Van Gaal to simplify his vision about a good quality football player:
·         T from Technique symbolizes ball mastery;
·         I from Insight represents football intelligence and field awareness;
·         P from Personality is based on creativity, initiative, responsibility, risk taker of a player;
·         S from Speed represents acceleration, fast turning and natural speed.
If the player does not show these four areas does not have the minimum requirements to play at Ajax.
Ajax suggests when your team gets a throw in, put your best player throwing in.  This choice creates more problems for other players.
All kids “should have an equal opportunity to develop their talents”. It’s why that just 42 players are registered in 3 different teams, to give them a chance to play.
To introduce heading technique on younger teams coaches teach their players to head the ball seated. Then, children practice heading technique standing on their knees. And finally, with acquired bases, they train standing up. 
In tactical terms, the distance between players is one of the behaviours most worked at the club. The club believes that this positional relationship allows players to be more effective in their playing actions either when you’re attacking or defending.
Department of physical performance have athletics former world champions among those responsible for the training of motor skills. Much of the physical train is done in an outdoor space, quite colourful and enjoyable to train. One of the most valued behaviours in this department is the running technique. In particular the way as the foot touches the ground. Studies in the academy say that your speed can increase 2 at 10% just with changes of running technique.

Apart from the importance given to their players, Ajax also has a very great concern about their Coaches, about their role at the club and how they’re helping the programme.
For Ajax, manager needs to dominate training and coaching. Top managers need to be excellent as at least one.
Ajax believes that if parents aren’t at the school classrooms, they shouldn’t send feedbacks and talk with their child at the training sessions and in the matches, too. Learning process is up to the coaches, not to parents! 
Take the changing rooms things inside of changing rooms, even in the youth teams. It is not healthy to anyone –club, player, coach - that group’s problems come out of the changing room.
In the match-day, on the side-line, the role of the coaches is to influence players that have not the ball. In other words, the coach’s feedback has to be sent on the teammate who is helping the player with the ball. This behaviour is crucial to not limit the decisions of the player with the ball who needs to think freely.
Coaches’ behaviour needs to be equal when you’re winning or loosing. Is not fair that coaches adjust their conduct depending on match result. It’s essential that they always standing up in a positive posture.  
It is important to be a clown once in a while, and uses reverse psychology in the training process. Training session has to be a funny and happy thing. Players need to be smiling and focus at the same time. At the academy, coaches put funny on the warming up games.
Ajax has preoccupations about social conflicts that happen between a few ethnic groups. Amsterdam is a very multicultural city with a lot of different immigrant communities, including some groups that are in war on their countries of origin. Ajax coaches must be able to minimize any conflict that may be in the players.
Ajax thinks that KNVB needs to focus on the Grassroots Football and not only the elite. It is Grassroots Football who needs more help, not the Eredivisie and Jupiler League teams.
Frank de Boer, the first team coach, knows well every player from the U17 team. In the match that we’re present, Frank de Boer was also there in the assistance. He considers essential that the first team coach has a deep knowledge about the youth players.
Ajax have meeting to discuss the future of youth academy for the next 5 and 10 years. At De Toekomst they believe in a long term development approach, always trying to improve their efforts.

Obviously we would rather have stayed in De Toekomst for an entire season (at least). However, it was undoubtedly one of the best experiences and stages of learning that we were privileged to experience. We hope to visit others in the future...



We have chosen to write this post in English because that was the language used during the course. 





domingo, 22 de novembro de 2015

Grassroots Football - Apresentação

Porque o Jogo de Futebol não se alimenta somente do Alto Rendimento, acreditamos que deve haver um respeito muito maior pelo trabalho desenvolvido pela comunidade dedicada ao processo de ensino/aprendizagem de futebol desde as suas “raízes”. Porque nem toda a gente do futebol trabalha para os principais clubes europeus, irá tentar-se explorar melhor a informação dedicada a este nicho de agentes desportivos, tão esquecido muitas vezes pelos “altos pensadores” do Jogo.