Somos apreciadores de um Jogar associativo, em que os jogadores privilegiam a posse de bola, seja qual for o momento de jogo.
Nessa
lógica, todos os jogadores estão inseridos nessa Intencionalidade, incluindo-se
por isso, os guarda-redes.
Ao
vermos alguns jogos e resumos durante o passado fim-de-semana assistimos a um
padrão comportamental transversal em 4
campeonatos dos chamados Big Five (5): perda de bola na primeira fase de
construção em consequência de um passe “falhado”, envolvendo sempre o guarda-redes.
O guarda-redes da Real Sociedad falha o seu passe entregando a bola a Vinícius Júnior, desencadeando um lance bastante perigoso para a sua equipa.
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Larsonneur, guarda-redes do interessante Brest optou por um passe de bastante risco, para o seu colega em pressão. Na sequência do lance, o Brest acabou por sofrer o segundo golo na partida. |
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Pressionado, Jonas Hector tenta devolver a bola ao seu guarda-redes. Esta fica curta e é aproveitada por Kramaric, inaugurando o marcador para o Hoffenheim. |
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Kepa demora na decisão a tomar, deixando aproximar bastante Sadio Mane que lhe intercepta o passe para Jorginho, aproveitando em seguida para aumentar a vantagem do Liverpool. |
Importa
esclarecer que não queremos de todo condenar os guarda-redes. Utilizamos esta
reflexão para nós questionar-mos acerca das palavras de Jorge Maciel quando nós
diz que “Feio é diferente de Fraco.”
Ou
seja, na problemática em questão verificamos que existe a sobreposição do
“Jogar Bonito” sobre o “Jogar Bem”. Considerando aqui que o “Jogar Bonito” numa
primeira fase de construção é evitar a aleatoriedade do pontapé longo para a
frente, sem grandes referências dinâmicas subjacentes a esse comportamento.
Pois até no “pontapé para a frente” pode-se “Jogar Bem”, havendo uma Intencionalidade
para isso, seja nas diagonais dos colegas do cabeceador, seja na preparação dos
médios para a segunda bola, etc.
Por
isso, longe de nós condenarmos este comportamento das equipas que durante o
passado fim-de-semana não correram bem. Alertamos isso sim, é para a
necessidade de quando se opta por determinada estratégia, esta deve sempre ser
coerente, não-linear, mas sobretudo adaptativa às exigências do jogo. Caso
contrário, vê-se anulada pela estratégia do adversário, que foi o que aconteceu
em bastantes jogos por essa Europa fora.
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