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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Os americanos já sabem jogar o nosso Futebol - um XI que muito promete!

 

Se há países no Mundo onde o Futebol parece estar a ser muito bem desenvolvido, por incrível que parece, são os Estados Unidos da América um dos principais países que nos vêm à cabeça.

Dois grandes factores parecem ter sido cruciais para a melhoria dos jovens jogadores norte-americanos: melhoria da qualidade do Processo de Formação em idade mais precoce; e o salto para determinados clubes europeus para aprimorar e dar competitividade aos jovens talentos americanos em fase mais adiantada da Formação.

Em resultado disso surge-nos uma geração fantástica de jogadores norte-americanos, a qual arriscamo-nos mesmo a dizer que será das melhores gerações a nível mundial.

Por aqui preparámos uma Selecção Sub23 de XI jogadores norte-americanos, tendo deixado de parte nomes como Konrad de la Fuente do Barcelona, Yunus Musah do Valência, Brenden Aaronson do Red Bull Salzburgo, Caden Clark do Red Bull New York ou Owen Otasowie do Wolverhampton…

Mesmo assim, chega para ser competitiva, não!?




quinta-feira, 8 de outubro de 2020

O Talento está de volta - um XI de jogadores portugueses que voltaram para espalhar magia

Não queremos com este texto partir para qualquer tipo de má interpretação sobre “nacionalismos”. Com esta reflexão apenas queremos valorizar o que é nosso, em especial aquilo a que nos temos proposto nos últimos 10 anos: o Futebol de Formação em Portugal.

Somos fascinados pelo Talento, e quando o temos perto de casa, logicamente que ficamos bastante satisfeitos. Ao vermos uma melhoria potencial das individualidades que compõe as equipas da Liga NOS, antecipamos uma melhoria potencial das suas colectividades. E se essa melhoria for acrescida através de jogadores portugueses, ainda melhor, pois vemos quão bem os nossos colegas da Formação têm trabalhado no nosso país.

Nesse sentido, quisemos criar um XI com “regressos a casa”. Quisemos criar um XI só com jogadores portugueses que felizmente optaram por continuar as suas carreiras no nosso país, acrescentando qualidade a uma liga que por vezes se mostra órfã disso mesmo.

Entre empréstimos, regressos de empréstimo ou aquisições, é bastante satisfatório tornarmos a ver pelos nossos relvados jogadores como Ricardo Quaresma, Gil Dias ou João Mário.

Que tal esta equipa!?



quarta-feira, 9 de setembro de 2020

O fim do que não começou - o FC Porto e a sua "Visão 621"


Com a saída confirmada de Fábio Silva e as possíveis saídas de Diogo Leite, Vítor Ferreira, Tomás Esteves ou Fábio Vieira, fica sem efeito aquilo que já chamávamos de “Visão 621”.

Mas comecemos pelo início. Chamava-se “Visão 611”. Era um projecto fantástico e apaixonante que cativava qualquer estudante de Futebol da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, que era o nosso caso.

Balizado em três categorias, a do recrutamento, a do desenvolvimento e a do rendimento, “o objectivo era potenciar ao máximo a qualidade dos jogadores, para que a formação produzisse mais jogadores capazes de integrar o plantel principal e para que a equipa principal ganhasse mais vezes.” (O Jogo, 2016)

Isto, de preferência concretizado entre os anos de 2006 e 2011, daí o nome do projecto. Contudo, o 6 não é apenas o número do ano inicial. Pinto da Costa ia mais longe e apontava o número 6 como sendo o número de jogadores titulares na equipa principal oriundos das suas equipas de formação.

Os anos foram passando, os jogadores evoluindo, mas a Visão não passou muito para dentro do Campo. Sobretudo, porque as pessoas que idealizaram e operacionalizaram o projecto foram saindo. E quem os substituiu tinha uma outra “visão”.

Criticado até pelo próprio presidente da Câmara do Porto, este projecto esteve longe de ser um insucesso ao contrário do que o querem fazer parecer. Foram muitos os jogadores de qualidade que “nasceram” e “cresceram” segundo estes princípios, tendo muitos deles atingido patamares de qualidade bastante superiores.

Contudo, o Futebol vai muito além do sucesso dentro de campo, e quando os valores económicos se sobrepõem aos valores desportivos e mesmo culturais é natural que projectos menos imediatos como este sejam desvalorizados…

Resta-nos assim esperar pela “Visão 631”.


domingo, 26 de julho de 2020

Onze Alternativo do Ano - Liga Nos 19/20


A poucas jornadas do fim, fomos desafiados pelo amigo Rui Pedro Pimenta para fazer o nosso “Onze Alternativo do Ano”. Dessa forma, quisemos excluir os jogadores que compõe os quatro primeiros classificados da presente edição da Liga Nos, dando espaço a jogadores menos mediáticos mas aos quais reconhecemos bastante Talento.

E se é verdade que concordamos com o Carlos Daniel quando nos diz que “o campeonato foi fraco, com poucas equipas a escapar à mediocridade” também reconhecemos que individualmente até foi um ano com muita competência, entre estreias, consolidações e regressos de muitos e bons jogadores.

Em relação ao nosso XI, o mesmo é escolhido segundo os referenciais comportamentais que nós mais apreciamos, sejam eles colectivos ou individuais. Sendo assim, poderemos estar a ser moldados por uma análise mais emocional e menos racional no que ao valor dos jogadores diz respeito.


  
Por fim, gostaríamos ainda de referir a nossa escolha para treinador. Como se exige talento para lidar com talento, escolhemos Carlos Carvalhal como aquele que para nós foi um dos melhores treinadores do campeonato. Em especial no plano da intencionalidade, o Rio Ave apresentou-se como a equipa mais rica do campeonato, pecando por vezes por alguma falta de estabilidade para se apresentar ainda de melhor maneira.

Numa época bastante atípica, aguardamos já pela próxima. Com a esperança que seja muito melhor do que aquela que hoje terminou…