"Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és"
Virgil Van Dijk
Tiago Djaló
Dejan Lovren
Sven Botman
Toby Alderweireld
Gabriel Magalhães
"Joga com o José Fonte, e serás dos melhores defesas-centrais da Europa."
"Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és"
Virgil Van Dijk
Tiago Djaló
Dejan Lovren
Sven Botman
Toby Alderweireld
Gabriel Magalhães
"Joga com o José Fonte, e serás dos melhores defesas-centrais da Europa."
Notámos
em algo comum a dois golos sofridos pelo Benfica na presente edição da Liga
Europa.
Parece
óbvia a diferença entre o Benfica de Jesus da sua primeira passagem, e este,
que assistimos no seu regresso.
Seja
em que momento do jogo for, nesta segunda passagem não vemos um Benfica tão
forte tacticamente, e isso, por mais que muitos o queiram fazer parecer, deve
ser visto como um Todo.
Reportamo-nos
a dois golos sofridos na Liga Europa. Ambos fora, e ambos nos empates frente ao
Rangers e ao Standard de Liége. Ambos em consequência de cruzamentos para a
área. Ambos com responsabilidades dos médios da equipa.
Muitos
comentadores e adeptos têm sido bastante críticos para com os defesas do
Benfica. Contudo, e como pretendemos mostrar, quando se sofrem golos, a análise
têm que ir muito para além de uma responsabilização individual ou sectorial
sobre os defesas.
Neste
golo sofrido em Glasgow, vemos como Gabriel tem uma atitude completamente
displicente aquilo que está acontecer a poucos metros de si. Gabriel mostra-se
muito pouco determinado em colaborar com os seus colegas, permitindo que na
recarga, Scott Arfield inaugure o marcador.
Já
no golo sofrido em Liége, é Taarabt quem parece não promover a necessária
superioridade defensiva dentro da grande área, permitindo a Raskin aproximar-se
da linha defensiva e cabecear com sucesso para o primeiro golo do jogo.
Com
estes vídeos quisemos mostrar que os golos sofridos de uma equipa vão muito
para além dos comportamentos da sua linha defensiva. Essa visão mais cartesiana
do Futebol, leva a que não se veja o Jogo como um Fenómeno Caótico, Sistémico e
Complexo que ele é…
Sim,
o Manchester United tornou a ter uma boa vitória, desta vez em casa do Everton,
mas isso não apaga a sua falta de qualidade defensiva que tem mostrado ao longo
desta época.
Na
quarta-feira foi mau de mais. Foram erros muito explícitos ao nível da organização
defensiva, aqueles que o Manchester United manifestou durante a primeira-parte
do seu jogo contra o Basaksehir.
Nós
trazemos três, mas poderiam ter sido mais.
O que aqui partilhamos em primeiro lugar é aquele que, de tão ridículo, já se tornou viral. Ainda cedo no encontro, Demba Ba é escandalosamente esquecido pelos 10 jogadores de campo do Man United, ficando assim, isolado perante Dean Henderson após passe de Edin Visca.
O
segundo lance que aqui trazemos representa um dos maiores problemas da
organização defensiva da equipa de Solskjaer. A falta da eficácia das
coberturas defensivas. Nesta imagem, vemos que Wan-Bissaka deixa a sua posição
mais interior para sair à pressão de Visca que acaba de receber a bola. Com
esta "ganância", vemos o imenso espaço que se cria entre Wan-Bissaka
e Baily, prontamente aproveitado pelo Basaksehir.
No
nosso entender, o lateral direito deveria ter mantido melhor a sua posição, mas
ao não fazê-lo a equipa, funcionando em interacção, deveria ter feito o devido
ajuste posicional e deveria ter encurtado esta distância para com Wan-Bissaka.
Já
o terceiro lance é relativo ao segundo golo sofrido pelo United. Após perda de
bola numa recepção falhada de Mata, a equipa teve uma péssima reacção à sua
perda.
Os
médios demoraram muito a encurtar o espaço junto dos centrais, tal como o
defesa-esquerdo Luke Shaw, que no momento de perda estava posicionado de uma
forma extraordinariamente ofensiva, bastante projectado no seu corredor.
Imagens
Eleven Sports
Pouco mais pode o VVV Venlo fazer do que
Aprender com a pesada derrota frente ao Ajax. Mais do que a superioridade do
seu adversário, o VVV Venlo sofreu muitos golos por culpa própria,
apresentando-se de uma forma quase que amadora na dimensão Táctica do jogo.
Com esta reflexão, que gostaríamos de
fazer chegar aos responsáveis do clube holandês sob forma de crítica
construtiva, expomos as fragilidades do momento defensivo do 14º classificado
da Eredivisie.
É verdade que todos temos direito a “um
dia mau no trabalho”. O empate recente em Alkmaar prova que a equipa tem mais
competência do que aquela que mostrou nesta jornada. Mas para que novas
goleadas históricas não acontecem, deixamos em seguida algumas dorrecções que
terão de ser manifestadas pela equipa.
Desconcentrações individuais que contra
equipas de topo europeu, não podem acontecer. No caso, é o extremo direito que
se deixa ultrapassar pela movimentação de Tagliafico.
Referências demasiado individuais que
não são respeitadas por todos. Ou seja, a equipa chega a estar (des)organizada
em 1x7x2x1.
O Venlo chega a ter 10 jogadores dentro
da sua grande área. Contudo, de nada vale tamanha quantidade se não houver
agressividade e capacidade suficiente para desarmar o adversário.
Quando a bola entra nos corredores,
muitas vezes vemos que não há nem sequer um esboço de uma cobertura defensiva
ao lateral em acção.
Assistimos constantemente a uma linha defensiva muito baixa e numerosa, deixando sempre muito espaço à sua frente.
O Venlo foi uma equipa sempre muito
perdida nas noções de ocupação de espaço, parecendo não saber aquilo que
priorizar: pressão ou contenção? zona ou indivíduo?
Erros “infantis” a uma escala mais
individual. No último golo, o defesa desprezou completamente a posição da
bola, fixando-se exclusivamente na movimentação do seu adversário.
Ao
olharmos para as imagens concluímos que foi um jogo mau de mais para uma equipa
da principal divisão holandesa. Acidentes acontecem, e para o bem dos elementos
do VVV Venlo, que este jogo tenha sido apenas isso…
Qual
a principal referência para um Defesa quando o lance se desenrola na zona do
meio-campo?
Para
nós deverá ser o Espaço.
Neste
caso, Willyan Rocha, defesa-central do lado direito do Portimonense, expõe
completamente a organização defensiva da sua equipa ao sair do seu Espaço,
contribuindo dessa forma para justificar a nossa ideia sobre quais as referências
defensivas devemos privilegiar nesta zona do campo.
![]() |
| Willyan Rocha segundos antes de se atrair pela bola. |
Ao
deslocar-se para disputar o duelo aéreo, duelo esse que já estava devidamente
acautelado pelo lateral-direito, Willyan Rocha, deixa a linha defensiva em
situação de inferioridade numérica. Isto porque se deixou atrair, fundamentalmente, pela bola.
![]() |
| Aqui vemos Willyan Rocha bastante fora da sua posição. |
O facto de ambos os jogadores da zona do duplo-pivot estarem um pouco adiantados também não ajudou para corrigir este erro de escala mais individual, que segundos mais tarde originou o golo que deu a vitória ao Gil Vicente…
Imagens SportTV