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terça-feira, 16 de março de 2021

José Fonte e as suas parelhas


"Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és"

Johann van Goethe foi o autor desta célebre expressão que parece estar a ser imortalizada por José Fonte.

O defesa-central português tem mostrado que a idade é apenas um detalhe que está no cartão de cidadão, e não pára de ajudar jovens defesas-centrais a potenciar todo o seu Talento.

Virgil Van Dijk
Tiago Djaló
Dejan Lovren
Sven Botman
Toby Alderweireld
Gabriel Magalhães

Com esta lista podemos concluir que:

"Joga com o José Fonte, e serás dos melhores defesas-centrais da Europa."

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

A displicência defensiva dos médios do Benfica - os exemplos de Glasgow e de Liège

 


À atenção do Arsenal!

Notámos em algo comum a dois golos sofridos pelo Benfica na presente edição da Liga Europa.

Parece óbvia a diferença entre o Benfica de Jesus da sua primeira passagem, e este, que assistimos no seu regresso.

Seja em que momento do jogo for, nesta segunda passagem não vemos um Benfica tão forte tacticamente, e isso, por mais que muitos o queiram fazer parecer, deve ser visto como um Todo.

Reportamo-nos a dois golos sofridos na Liga Europa. Ambos fora, e ambos nos empates frente ao Rangers e ao Standard de Liége. Ambos em consequência de cruzamentos para a área. Ambos com responsabilidades dos médios da equipa.

Muitos comentadores e adeptos têm sido bastante críticos para com os defesas do Benfica. Contudo, e como pretendemos mostrar, quando se sofrem golos, a análise têm que ir muito para além de uma responsabilização individual ou sectorial sobre os defesas.

Neste golo sofrido em Glasgow, vemos como Gabriel tem uma atitude completamente displicente aquilo que está acontecer a poucos metros de si. Gabriel mostra-se muito pouco determinado em colaborar com os seus colegas, permitindo que na recarga, Scott Arfield inaugure o marcador.

Já no golo sofrido em Liége, é Taarabt quem parece não promover a necessária superioridade defensiva dentro da grande área, permitindo a Raskin aproximar-se da linha defensiva e cabecear com sucesso para o primeiro golo do jogo.



Com estes vídeos quisemos mostrar que os golos sofridos de uma equipa vão muito para além dos comportamentos da sua linha defensiva. Essa visão mais cartesiana do Futebol, leva a que não se veja o Jogo como um Fenómeno Caótico, Sistémico e Complexo que ele é…  

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Análise ao início de uma goleada - o primeiro do Benfica contra o Vilafranquense

 

Com o objectivo de melhorar a nossa competência através da análise de vídeo, tendo em conta que só o temos feito em foto, quisemos aventurar-nos com o fantástico software Metrica Play.

Nesse sentido, quisemos explorar um golo que nos permitisse reflectir sobre diferentes questões de análise, escolhendo o primeiro golo da vitória do Benfica frente ao Vilafranquense para a Taça de Portugal, tendo visto os seguintes comportamentos: 

  • O Gabriel tem tempo e espaço para fazer o que quer.
  • Os três médios do Vilafranquense estão um pouco perdidos quanto às necessidades de pressão, contenção e coberturas.
  • A abordagem do defesa-central-esquerdo do Vilafranquense pode não ter sido a melhor tendo em conta o ataque à profundidade por parte do Gonçalo Ramos.
  • Embora não esteja descrito no vídeo, chamamos ainda a atenção para o facto da linha-defensiva do Vilafranquense poder estar um pouco subida demais, tendo em conta que o Gabriel está com a “bola descoberta”.


Mais do que deixar uma crítica barata e destrutiva à organização defensiva do Vilafranquense, esperamos que se o vídeo lá chegar, seja mais um elemento para melhorar o trabalho do mister João Tralhão.

domingo, 8 de novembro de 2020

Manchester United e a sua (des)organização defensiva contra o Basaksehir

 

Sim, o Manchester United tornou a ter uma boa vitória, desta vez em casa do Everton, mas isso não apaga a sua falta de qualidade defensiva que tem mostrado ao longo desta época.

Na quarta-feira foi mau de mais. Foram erros muito explícitos ao nível da organização defensiva, aqueles que o Manchester United manifestou durante a primeira-parte do seu jogo contra o Basaksehir.

Nós trazemos três, mas poderiam ter sido mais.

O que aqui partilhamos em primeiro lugar é aquele que, de tão ridículo, já se tornou viral. Ainda cedo no encontro, Demba Ba é escandalosamente esquecido pelos 10 jogadores de campo do Man United, ficando assim, isolado perante Dean Henderson após passe de Edin Visca.

O segundo lance que aqui trazemos representa um dos maiores problemas da organização defensiva da equipa de Solskjaer. A falta da eficácia das coberturas defensivas. Nesta imagem, vemos que Wan-Bissaka deixa a sua posição mais interior para sair à pressão de Visca que acaba de receber a bola. Com esta "ganância", vemos o imenso espaço que se cria entre Wan-Bissaka e Baily, prontamente aproveitado pelo Basaksehir.

No nosso entender, o lateral direito deveria ter mantido melhor a sua posição, mas ao não fazê-lo a equipa, funcionando em interacção, deveria ter feito o devido ajuste posicional e deveria ter encurtado esta distância para com Wan-Bissaka.

Já o terceiro lance é relativo ao segundo golo sofrido pelo United. Após perda de bola numa recepção falhada de Mata, a equipa teve uma péssima reacção à sua perda.

Os médios demoraram muito a encurtar o espaço junto dos centrais, tal como o defesa-esquerdo Luke Shaw, que no momento de perda estava posicionado de uma forma extraordinariamente ofensiva, bastante projectado no seu corredor.

Imagens Eleven Sports

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Aprender com uma goleada sofrida - uma crítica construtiva à organização defensiva do Venlo


Pouco mais pode o VVV Venlo fazer do que Aprender com a pesada derrota frente ao Ajax. Mais do que a superioridade do seu adversário, o VVV Venlo sofreu muitos golos por culpa própria, apresentando-se de uma forma quase que amadora na dimensão Táctica do jogo.

Com esta reflexão, que gostaríamos de fazer chegar aos responsáveis do clube holandês sob forma de crítica construtiva, expomos as fragilidades do momento defensivo do 14º classificado da Eredivisie.

É verdade que todos temos direito a “um dia mau no trabalho”. O empate recente em Alkmaar prova que a equipa tem mais competência do que aquela que mostrou nesta jornada. Mas para que novas goleadas históricas não acontecem, deixamos em seguida algumas dorrecções que terão de ser manifestadas pela equipa.

 

Desconcentrações individuais que contra equipas de topo europeu, não podem acontecer. No caso, é o extremo direito que se deixa ultrapassar pela movimentação de Tagliafico.

 

Referências demasiado individuais que não são respeitadas por todos. Ou seja, a equipa chega a estar (des)organizada em 1x7x2x1.

 

O Venlo chega a ter 10 jogadores dentro da sua grande área. Contudo, de nada vale tamanha quantidade se não houver agressividade e capacidade suficiente para desarmar o adversário.

 

Quando a bola entra nos corredores, muitas vezes vemos que não há nem sequer um esboço de uma cobertura defensiva ao lateral em acção.

 

Assistimos constantemente a uma linha defensiva muito baixa e numerosa, deixando sempre muito espaço à sua frente.

 

O Venlo foi uma equipa sempre muito perdida nas noções de ocupação de espaço, parecendo não saber aquilo que priorizar: pressão ou contenção? zona ou indivíduo?

 

Erros “infantis” a uma escala mais individual.  No último golo, o defesa desprezou completamente a posição da bola, fixando-se exclusivamente na movimentação do seu adversário.

Ao olharmos para as imagens concluímos que foi um jogo mau de mais para uma equipa da principal divisão holandesa. Acidentes acontecem, e para o bem dos elementos do VVV Venlo, que este jogo tenha sido apenas isso…

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Quando a Bola pode ser uma atração fatal - o golo sofrido do Portimonense

Qual a principal referência para um Defesa quando o lance se desenrola na zona do meio-campo?

Para nós deverá ser o Espaço.

Neste caso, Willyan Rocha, defesa-central do lado direito do Portimonense, expõe completamente a organização defensiva da sua equipa ao sair do seu Espaço, contribuindo dessa forma para justificar a nossa ideia sobre quais as referências defensivas devemos privilegiar nesta zona do campo.


Willyan Rocha segundos antes de se atrair pela bola.


Ao deslocar-se para disputar o duelo aéreo, duelo esse que já estava devidamente acautelado pelo lateral-direito, Willyan Rocha, deixa a linha defensiva em situação de inferioridade numérica. Isto porque se deixou atrair, fundamentalmente, pela bola.


Aqui vemos Willyan Rocha bastante fora da sua posição.


O facto de ambos os jogadores da zona do duplo-pivot estarem um pouco adiantados também não ajudou para corrigir este erro de escala mais individual, que segundos mais tarde originou o golo que deu a vitória ao Gil Vicente…

Imagens SportTV