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terça-feira, 17 de setembro de 2019

40km de Escolas de Futebol dos "TrêsGrandes"


Com cerca de 40 kms de distância, os “Três Grandes” estabeleceram-se com ainda mais força no centro de Portugal para a época 2019/2020.
Fornos de Algodres viu começar uma “Benfica Escola”. O Grupo Desportivo de Mangualde assinou protocolo com o Sporting Clube Portugal para ali funcionar um “Pólo de Recrutamento” e desenvolvimento de jovens leões. Viseu, novamente através do Clube de Futebol Os Repesenses receberá a 23ª “Dragon Force”.
Nada contra este tipo de protocolos e parcerias. Até porque já tivemos o privilégio de trabalhar numa Dragon Force e numa Escola Academia Sporting e quão enriquecedor foi para nós essa passagem… Mas volvidos alguns tempos, reflectimos bastante acerca do trabalho destes projectos.
O seu impacto é sempre extremamente positivo na comunidade. São habitualmente escolhidas pessoas extraordinariamente competentes para desempenhar as funções de Coordenadores, com experiência e conhecimento metodológico bem acima da média, que acabam por ser ao mesmo tempo excelentes formadores de treinadores (normalmente) locais.
Aqui é que entra a nossa admiração! Não devia esse trabalho ser feito antes pela Federação Portuguesa de Futebol ou até mesmo pelas Associações de Futebol? É vulgar ouvirmos/lermos dos românticos que “os Melhores Treinadores devem estar na Formação”. Então e os Melhores Treinadores de Treinadores, onde devem estar?
O que temos vindo a assistir nos últimos tempos é precisamente um aumento do papel de responsabilização dos clubes-mãe em formar treinadores. A Federação e as Associações de Futebol escusam-se do seu trabalho e estas filiais acabam por beber dos ensinamentos metodológicos e operacionais dos seus clubes-mãe tentando tirar os respectivos dividendos.
Do ponto de vista técnico os dados que temos obtido são positivos, pois o Futebol local acaba sempre por verificar uma melhoria do ponto de vista individual e colectivo. E isso é sempre o que importa mais!
Mas e o resto? Até que ponto deveremos continuar com o endeusamento dos “Três Grandes”? Por este andar, daqui a umas dezenas de anos podemos correr o risco de termos quadros competitivos formados apenas pelos Portos, Sportings e Benficas espalhados por Portugal…   

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Os Erros (?) de Ruben Semedo contra a Espanha

Portugal perdeu ontem contra a Espanha no Europeu de Sub21 por 1x3. Como é apanágio do povo português, logo se tentou encontrar alguém para se responsabilizar pelo resultado menos conseguido, como que fosse uma obrigação.

O escolhido pela maioria foi Ruben Semedo. Tendemos a aceitar essa decisão, salvaguardando como é óbvio que o Futebol é um Jogo Desportivo Colectivo, e que nunca é justo responsabilizar as acções de um jogador num jogo de onze.

Contudo, foram vários os pormenores negativos – comportamentos individuais – que o jogador manifestou, e que a nosso ver contribuíram para uma opinião também ela negativa do seu jogo.

No primeiro golo sofrido, achamos que o jogador falhou na tomada de decisão do pressing, não fechando o espaço interior. O Ruben fez uma aproximação muito passiva, tal como os seus colegas do meio-campo já o tinham feito a Saul Ñiguez. No entanto, e a nosso ver, o defesa-central do CF Villarreal deveria ter sido mais agressivo a atacar o espaço do meio, continuando com os apoios orientados para o jogador, em caso de progressão, o fazer no sentido exterior.





Já no segundo golo sofrido, a sua abordagem ao cruzamento de Deulofeu é, na nossa opinião, infantil. Ao oferecer muita distância ao seu adversário directo, conferindo novamente muito tempo-espaço a este, não possibilitou uma cobertura defensiva adequada por parte do defesa-esquerdo de Portugal.

Pior, foi mesmo a maneira como colocou o corpo para tentar interceptar a bola. Pedia-se que o Ruben utilizasse o pé esquerdo para cobrir uma área maior do terreno, além de nunca perder o controlo corporal da situação.





Por fim, no último golo sofrido, não achamos justo existir uma crítica ao Ruben Semedo. Embora reconheçamos o “erro técnico” não podemos condenar a sua intencionalidade na tentativa de pontapear a bola.




Já aqui haveríamos reconhecido que para nós Ruben Semedo é um jogador potencialmente interessante, que tem atributos que lhe permitem vir a ser um defesa-central importante para o futebol português. No entanto, com esta exibição, notámos que ele ainda tem muito para crescer e para aprender. Para bem dele, esperamos que o faça na sua nova etapa…