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domingo, 11 de dezembro de 2022

A congratulação a Marrocos neste Mundial

Dos jogos que vi, dentro da estratégia que adoptam, é na minha opinião a equipa que joga melhor neste Mundial.

Não quero dizer com isto que é a que joga mais bonito, mas isso também é muito mais relativo e pessoal à interpretação estética do Jogar de casa um…

E ainda conseguem aliar a essa competência um ambiente brutal com elevado grau de sócio-afectividade, com muita coragem, determinação e humildade.

Como não chegasse ainda têm no seu grupo um conjunto de particularidades de reflexão para quem gosta destas coisas:

✅ jogadores nascidos em três continentes diferentes;
✅ jogadores com passagem por outras modalidades em idade “sénior”;
✅ jogadores da liga local como titulares.

Se isto não tem mérito, o que terá?

Parabéns Fédération Royale Marocaine de Football. Um vitória merecida.




quinta-feira, 20 de maio de 2021

E se só se pudessem convocar para o Euro'2020 os que jogam em Portugal?

Semanas antes do Euro’2016, fizemos a seguinte pergunta: “e se existisse uma competição europeia de selecções onde apenas se pudessem levar os jogadores nacionais a actuar no próprio país?”

Em preparação para o Euro’2020, voltámos a querer entrar na “brincadeira” e voltámos a fazer a selecção dos nossos 23. Há 5 anos falhámos com alguns nomes, acertámos com outros e até repetimos escolhas que continuam a preencher as nossas medidas enquanto Treinadores.

Horas antes da convocatória final de Fernando Santos para o Euro, eis a nossa escolha segundo o nosso critério:

Beto – a experiência de quem já defendeu muitas balizas por essa Europa fora. O facto de aos 39 anos, ter passado da Segunda para a Primeira Liga, mostra que a informação que vem no cartão de cidadão pouco importa quando se trata de avaliar a competência de um profissional. Aliado aos seus atributos técnicos está uma personalidade muito carismática e apreciada por grande parte dos seus pares. O papel que poderá ter como tutor junto de guarda-redes mais novos, é algo que também apreciamos bastante e também por aí justificativo para esta nossa convocatória.

Diogo Costa – não é fácil escolher um suplente. A nossa sorte é que vamos tendo oportunidade de o ir vendo em acção no Porto, mas sobretudo na selecção Sub21. Parece-nos, sobretudo um guarda-redes de equipa grande, sempre muito comunicativo e muito concentrado tacticamente. Ou seja, faz muito do seu trabalho como guarda-redes sem ter necessariamente de defender. Já quando o tem de fazer, parece ter de trabalhar um pouco mais o seu preenchimento da baliza, ficando por vezes a sensação que poderia ter feito um pouco melhor.

Bruno Varela – dos guarda-redes mais influentes da época. Ou muito nos enganamos ou o Vitória de Guimarães poderia ter tido uma época ainda mais conturbada caso Bruno Varela não se tivesse apresentado com tanta qualidade. Num sector tão instável, foi o guarda-redes a salvar muitas vezes a equipa, em especial nos jogos em que o clube apresentou os resultados mais positivos. É verdade que poderia ter sido ainda melhor (como toda a equipa vitoriana) mas dentro de um descalabro total, foi dos que mais se salvou.   

Nuno Mendes - talvez, dos melhores jogadores do Mundo nascido em 2002. Tem de tudo, e tudo de bom. Não é fácil apontar algo mais negativo ou menos bom ao jovem lateral leonino. Mesmo assim, e para além da sua tenra idade, admitimos que poderá vir a ser ainda melhor quando vier a dar o "salto" para um clube ainda melhor a nível europeu. Clube esse que com certeza, será do Top10 do Futebol europeu.

Rúben Vinagre - ataca e defende como um extremo, o que para defesa-lateral não é muito positivo. Após uma leitura mais racional de alguns golos sofridos pelo Famalicão, verificámos que o seu posicionamento deixou algo a desejar. Já quando está em processo ofensivo, é um dos defesas-esquerdos que mais promete nessa Europa fora.

Pepe – categoria pura! Não é a idade que o limita. Pelo contrário, poucos jogadores devem reconhecer as suas limitações tão bem como o Pepe. Cada vez mais preciso na dimensão Táctica do jogo, apostando na antecipação e num correcto posicionamento para corrigir uma eventual perda de velocidade e agilidade fruto dos seus 38 anos. Sempre agressivo, parece ter perdido alguma imprudência que o caracterizou ao longo dos anos. Quem jogar ao seu lado, tem tudo para crescer e se tornar também ele num central d topo.

Gonçalo Inácio – uma das surpresas da época. Admitimos que não conhecíamos este miúdo, e que bela surpresa se mostrou este jovem defesa-central. Numa linha bastante experiente, com Coates e Feddal, Gonçalo Inácio conquistou a titularidade como central do lado direito, corporalizando uma das palavras mais importantes do Futebol: eficácia. Sem ser muito exuberante, passando muitas vezes despercebido em relação a Coates e Feddal, Inácio não precisou de muitos jogos para ganhar o seu espaço e acabar como titular indiscutível dos campeões portugueses.

Fábio Cardoso – um dos casos mais peculiares da nossa liga. Bastante elogiado por muitos colegas de profissão, há algum tempo que se lhe antecipa um “salto” para outros voos. Curiosamente, acabou a época sem ter que o fazer, visto ter ajudado e muitas vezes capitaneado o Santa Clara para a 6º posição, alcançando a vaga da nova Conference League. Defesa a 3 (5) ou defesa a 4, Fábio Cardoso é um dos defesa-centrais tacticamente mais competentes do campeonato, tentando corrigir dessa forma, algumas debilidades mais individuais ao nível da agilidade e da mudança de velocidade.

Diogo Leite – está a tardar a confirmar todo o potencial que se lhe antecipava. E talvez por isso hesitámos tanto em inseri-lo na convocatória. Mas o facto de ser esquerdino, permite-lhe ganhar terreno perante muitos outros concorrentes. Pode parecer um preciosismo mas a verdade é que valorizamos bastante a relação do pé dominante com o espaço que os jogadores ocupam no campo. Diogo Leite parece estar muito preso à sua relação com Diogo Queirós, onde ambos se transformam para muito melhor, complementando-se de uma forma única. Contudo, a verdade é que quando jogam separados a qualidade acaba por ficar mais condicionada.  

Ricardo Esgaio – está-se a tornar cada vez mais num jogador bastante completo. Daquelas adaptações de extremo para lateral que correram muito bem. Nota-se que é um jogador que tem “escola” e que ao longo dos anos tem aprimorado e corrigido algumas debilidades no seu jogo. Parece-nos mais competente numa defesa a 3 (ou 5), podendo oferecer mais ao jogo com essa estrutura, mas mesmo numa defesa a 4, não deixa de cumprir com as suas tarefas defensivas. O facto de ser um dos capitães do Braga, mostra a importância que o jogador também tem dentro do balneário.

Fernando Fonseca – parece que tem pilhas que nunca mais acabam. Velocidade, agilidade, agressividade, tem aquilo que um bom defesa direito deve ter, mostrando que quando chegou a ser apontado à Juventus, o feito não foi por acaso. A esses atributos mais “físicos” juntam-se outros que lhe permitem antecipar qualidade num jogar mais apoiado e posicional. Valorizou-se bastante ao longo da boa época do Paços, esperando-se contudo, que venha a melhorar ainda mais na próxima época, em especial na ligação com o sector mais ofensivo.

Palhinha – considerado por muitos o melhor jogador do campeonato, Palhinha é daqueles médios que qualquer treinador (arriscamo-nos a dizer) do Futebol europeu gostaria de ter no seu plantel. Não lhe chegava ser muito competente a nível táctico-técnico, Palhinha é um verdadeiro “Bicho” ocupando o meio-campo de uma forma brutal como um gigante que é. Parece estar sempre comprometido com o jogo a 110%, tentando corrigir potencias incorrecções posicionais dos seus colegas. Recorde-se que joga normalmente apenas com mais um colega no eixo do meio-campo leonino, mas isso, nem se chega a notar, tal é a sua competência em preencher todo o meio-campo.

Pepê – contratação importantíssima para o Famalicão, mas em que estranhámos a incapacidade que teve em se assumir no Olympiakos. Felizmente para o campeonato português, regressou e logo para ser um dos melhores jogadores da segunda volta da Liga. Sempre muito cerebral, poderá não ter a “intensidade” ou “agressividade” que muitos treinadores gostam de ver para a posição mais recuada do meio-campo – não é por acaso que temos tão poucos jogadores portugueses a actuar nessa posição em Portugal. Pensa, mas também, executa sempre muito bem, saindo a bola sempre muito “redondinha” dos seus pés. Deixou muita água na boca para a próxima época.    

Sérgio Oliveira - quem o viu e quem o vê. Quanto a nós, das maiores evoluções do Futebol português nos últimos anos. Com um estilo muito próprio e sem ser um jogador muito exuberante, é extremamente competente a nível táctico, compensando dessa maneira alguma falta de pujança "física" tão valorizada por Sérgio Conceição. Já a nível técnico, atingiu um nível que o coloca como um dos melhores médios-centro do Futebol europeu.

João Mário – tornou-se um jogador diferente daquele que o conhecemos quando se assumiu no Sporting. Mesmo ao longo da época não teve a consistência que a sua grandeza se lhe exigia. Fez jogos absolutamente deliciosos, sempre com a conquista de espaços como referência, fosse com bola através do passe, fosse sem bola à procura de a receber. A exigência de um meio-campo a dois, talvez tenha exigido dele algo que não estaria preparado para assumir com tanta disponibilidade, depois de anos em que não foi escolha indiscutível no seu clube. Por vezes parecia mesmo algo envergonhado e alienado do jogo, mas isso era “só” a sua concentração máxima como grande médio que é.

Daniel Bragança - a suplesse em forma de jogador de Futebol. Digam que funções querem que ele desempenhe no meio-campo que ele as fará com superior qualidade - qualidade essa também muito dependente de quem tiver ao seu lado, como já escrevemos aqui no blog. Dos jogadores mais competentes no plano táctico-técnico que Portugal tem ao seu dispor. Joga, mas também faz jogar. Há quem diga que lhe falta isto e aquilo, em especial nas capacidades menos cerebrais do Jogo. Mas o que ele tem, têm-no de muito bom!Fábio Vieira - requinte e elegância, são duas das melhores qualidades que definem este miúdo. Sem "perfil" para ter um papel constante no FC Porto, deverá, quanto a nós, procurar uma equipa que apresente um outro jogar, mais propenso ao seu jogo mais técnico e cerebral. O Porto encaixaria muito dinheiro, e ele ganharia uma importância maior no panorama do Futebol nacional.

Pote – parece que não tem nada de especial. Nem tão pouco é fácil defini-lo quanto ao conceito de “posição” e de “função”. A verdade é que foi campeão e o melhor marcador do campeonato. Este antigo gordinho transmontano fez-se um verdadeiro jogador, com características muito próprias e um talento enorme para vir a ser uma peça importantíssima para a história do Sporting. Cerca de 25 anos depois, voltámos a ter um “Melhor Marcador” português, bastando ver o último jogo do campeonato para conhecer melhor o faro, inteligência e leitura que este médio e/ou avançado tem.

Ricardo Horta – dos jogadores mais subvalorizados (do mundo?) do Futebol. Lamentamos muito como ainda não conseguiu ter o seu espaço junto de Fernando Santos, até quando se apresentava numa “forma” única em comparação com outros compatriotas. Lá na frente consegue apresentar qualidade a jogar por dentro, por forma, mais como médio, mais como avançado. Peçam-lhe o que quiserem que ele cumpre com muita irreverência e competência. Por vezes vamos longe à procura de Talento, com jogadores desta qualidade aqui tão perto. Dos nossos preferidos!

Nuno Santos – tem crescido degrau a degrau. As duas roturas de ligamentos que sofreu há anos atrás faziam crer que dificilmente conseguiria alcançar todo o potencial que se lhe previa, primeiro no Porto e depois no Benfica. Curiosamente alcançou a glória num terceiro “grande”, com um papel mais ofensivo do que aquele que mostrou em Rio Ave. Agressividade e objectividade, são as suas melhores armas para atacar a profundidade do ataque leonino, e como isso foi importante em certos jogos do campeonato!   

Rafa Silva – uma carreira de altos e baixos, fruto de uma inconsistência que persegue o seu Futebol, tal como as constantes mudanças de velocidade que imprime no seu jogo. O melhor Rafa Silva que já tivemos oportunidade de ver, é sem dúvida um jogador diferenciado. Contudo, o pior Rafa Silva, é um jogador que roça o mediano, com um poder de finalização muito aquém do esperado. Como optimistas, preferimos o primeiro e assumiríamos a sua convocatória.

Paulinho – talvez o jogador mais “bipolar” da convocatória. Desde logo pelas suas características únicas, de ser um ponta-de-lança bastante altruísta que mais do que jogar, faz jogar os outros. A sua especificidade é algo de tão belo como complexo, que exige à equipa, mas sobretudo ao Treinador, saber “espremê-lo até ao tutano” para ele ser capaz de oferecer à equipa tudo o que de melhor sabe fazer. Acreditamos que mesmo já não sendo nenhum jovem, tem capacidade para crescer ainda mais e limar algumas arestas que o fazem ainda ser “odiado” por alguns adeptos. Mesmo os sportinguistas.

Tiago Tomás – a flecha em forma de jogador de futebol: rápido, esguio e objectivo, julgamos que é a melhor forma para caracterizar o futebol de Tiago Tomás. Na nossa opinião, falta-lhe curiosamente a capacidade de carregar no “pause” para fugir um pouco ao seu estilo demasiadamente vertiginoso, já que acreditamos que o Futebol não deva ser sempre jogado a “mil à hora” como ele gostaria. Também por todo o crescimento que se lhe prevê, acreditamos que tem um potencial enorme para vir a ser um jogador de topo. Mas também acreditamos que tanto ele como quem o rodeia, terá de olhar para essa dimensão potencial, e não querer queimar etapas que o queiram colocar aonde ele (ainda) não está.



 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

E se só se pudessem convocar para o Euro'2016 os que jogam em Portugal?

E se tal como acontece no African Nations Championship (conhecida como CHAN) existisse uma competição europeia de selecções onde apenas se pudessem levar os jogadores nacionais a actuar no próprio país?


Pois bem, pegando nessa possibilidade, e aproximando-nos do Euro’2016, resolvemos sugerir o nosso 23, tendo em conta este cenário hipotético.


Em primeiro lugar é importante balizarmos o nosso jogar para melhor se compreender as nossas escolhas.


            Organização ofensiva:
•          Posse e circulação de bola em W’s;
•   Promover ao mesmo tempo uma posse de bola paciente (zona defensiva e intermédia) e de risco (zona ofensiva);
•         Posicionamento dinâmico em diferentes linhas de largura e profundidade, com vários jogadores na zona da bola.

Transição ataque-defesa:
•          Mudança rápida de atitude ofensiva para defensiva;
•          Pressionar rápido o portador da bola, impedindo a progressão da bola.

Organização defensiva:
•          Defesa à zona pressionante com privilégio sobre o corredor central;
•          Linhas subidas;
•          Valorização das coberturas defensivas ao jogador que pressiona.

Transição defesa-ataque
•          1º passe em segurança e 2º passe de progressão;
•          Abrir linhas em profundidade mas principalmente em largura.
 
Os critérios da nossa escolha seriam os seguintes, tendo que ser vistos de forma não-linear, interrelacionando-se entre si:
·       Qualidade do jogador – competências demonstradas nas diferentes sub-dimensões do jogo;
·        Perfil de competitividade – qualidade demonstrada em contextos de exigência top;
·     Existência de lesões – condicionante desfavorável à chamada de jogadores para este tipo de competições.

Assim, e começando obviamente pela baliza as nossas escolhas recairiam pelo Rui Patrício (Sporting CP), por Carlos Marafona (SC Braga) e por Ricardo Nunes (Vitória Setúbal).

Rui Patrício – com uma qualidade interessante entre os postes e um bom posicionamento na baliza, não é por acaso que os adeptos leoninos lhe chamam São Patrício. Constantemente criticado pelos adeptos adversários pelos erros cometidos é muitas vezes subvalorizado nas suas boas exibições.  

Carlos Marafona – uma das surpresas da Liga NOS que conseguiu fixar-se na competitiva baliza do Sporting de Braga. Bastante comunicativo, com uma postura sóbria e segura na baliza, não tremeu ao sair do Paços de Ferreira para o SC Braga no “mercado” do Janeiro.

Ricardo Nunes – não é por acaso que é considerado por muitos o melhor guarda-redes português a actuar fora dos três grandes. Com 33 anos, Ricardo faz valer da sua boa experiência e da consolidação das suas competências ao serviço da Académica e do FC Porto. A sua concentração, sentido posicional e segurança entre os portes são mais-valias para o grupo.

Para laterais esquerdos levaríamos Hélder Lopes (Paços Ferreira) e Eliseu (SL Benfica).

Hélder Lopes – lateral de propensão ofensiva, é um destaques desta delicada posição do campo, a nível nacional. Tem crescido muito – defende cada vez melhor – e seria bastante interessante vê-lo jogar numa equipa mais regularmente competitiva.

Eliseu – jogador importante pela sua experiência. Forte a atacar e a dar profundidade pelo lado esquerdo, está moralizado pelo que conseguiu nas duas épocas ao serviço do Benfica.

No eixo defensivo, levaríamos Paulo Oliveira e Rúben Semedo (Sporting CP), Ricardo Ferreira (SC Braga) e Yohan Tavares (Estoril).

Paulo Oliveira – muito forte tacticamente na leitura do jogo. Exímio no desarme e na antecipação, faz da eficácia do seu comportamento defensivo a sua maior arma. Já quando a bola lhe chega aos pés, ganha outra classe.

Rúben Semedo – defesa central com um desenvolvimento muito interessante no eixo da defesa que aproveitou muito bem o seu empréstimo ao Vitória de Setúbal. Forte, principalmente, no jogo aéreo, no desarme e na antecipação, tem uma perna longa que lhe permite recuperar bolas quando parecem perdidas.

Ricardo Ferreira – o pilar defensivo do SC Braga. Sempre muito concentrado e assertivo a defender, sente-se ainda bastante confortável com a bola nos pés permitindo-lhe ter um papel importante na primeira fase de construção da equipa.

Yohan Tavares – sempre muito concentrado, inteligente no posicionamento, forte no desarme e na antecipação, o luso-francês é dos jogadores mais valiosos da sua equipa. Capitão no seu Estoril, tacticamente é dos melhores centrais do campeonato.

Completando a linha defensiva com os defesas-direitos os nossos nomes seriam os de João Pereira (Sporting CP) e de André Almeida (SL Benfica).

João Pereira – outro jogador bastante experiente que ainda tem qualidade para oferecer ao futebol nacional. Extremamente agressivo, mas de uma forma mais positiva do que há alguns anos atrás, João Pereira evoluiu o seu comportamento defensivo colectivo, sabendo defender cada vez mais e melhor.

André Almeida –  no seu ano de consagração enquanto defesa-direito, o André foi muito forte nos(as) jogos/fases importantes da época, batendo-se muito bem nos duelos contra excelentes avançados. O jogador cresceu muito no seu posicionamento, em especial na sua relação com o defesa-central do seu lado.

Passando para o meio-campo e começando pelos pivots-defensivos as escolhas cairiam sobre William Carvalho (Sporting CP) e Danilo Pereira (FC Porto).

William Carvalho – um dos melhores do nosso campeonato e um dos melhores do mundo na posição 6. Embora pareça por vezes um jogador sofrido, William é dos jogadores mais eficazes a defender, atacar e transitar, no nosso campeonato. Excelente tomada de decisão, acompanhada por uma excelente qualidade de passe (até no tão questionável passe vertical), o William encaixaria perfeitamente no nosso modelo de jogo. Até enquanto líder.  

Danilo Pereira – outro excelente número 6 do nosso campeonato – que pode também jogar a defesa-central ou até na posição 8 – encaixaria também muito bem nas suas tarefas defensivas e construtivas do nosso modelo de jogo. Muito voluntarioso e concentrado, poderá faltar-lhe alguma regularidade no momento em que tem bola para ser um jogador ainda mais top.

Para a dupla de médios estruturados à frente dos pivots, chamaríamos Adrien Silva e João Mário (Sporting CP), Rúben Neves (FC Porto) e Renato Sanches (SL Benfica).

Adrien Silva – o capitão do Sporting CP acaba a época como um dos melhores médios da Europa. Agressivo a defender e inteligente a atacar, tem muito futebol nos pés, jogando (em termos individuais) e fazendo jogar (o colectivo) como poucos.

João Mário – provavelmente o jogador mais completo do nosso campeonato. Qualidade de passe (10 assistências na Liga NOS) e recepção, tomada de decisão, leitura de jogo, desarme, intensidade, o João tem tudo isso a top mundial, com apenas 23 anos.

Rúben Neves – um dos jogadores mais interessantes do FC Porto, da Liga NOS e dos que tem mais potencial a nível internacional. Curiosidade ou não (definitivamente achamos que não), quando o Rúben Neves está em campo, a qualidade de jogo do FC Porto é muito melhor do que sem ele. Muito disso fruto da sua extrema competência táctica e decisões tomadas quando a bola lhe está nos pés.

Renato Sanches – também com um potencial tremendo, o Renato tem tudo para vir a ser dos melhores médios-centro do mundo. Consegue aplicar as suas características táctico-físicas de uma forma muito intensa que às vezes até pecam por excesso. Com um bocadinho mais de estabilidade emocional e táctica seria pesa fulcral em qualquer plantel do mundo.

Para o ataque, e começando nas alas, Rafa Silva (SC Braga), André Claro (Vitória Setúbal), Diogo Jota (Paços de Ferreira) e Gelson Martins (Sporting CP) seriam as nossas escolhas.

Rafa Silva – talvez, o jogador mais interessante fora dos “três grandes” do futebol português. Jogador que tanto cativa por dentro como por fora é dos mais habilidosos do campeonato e faz do drible (em velocidade) a sua maior arma.

André Claro – o extremo do Vitória de Setúbal foi o jogador mais regular e influente da sua equipa. Com 13 golos marcados em quase 40 jogos realizados, tal como a sua equipa, também ele se foi abaixo na parte final da temporada. Muito evoluído na dimensão táctico-técnica do jogo, cabe-lhe ser mais regular nas suas performances para crescer ainda mais como jogador.  

Diogo Jota – com 14 golos marcados na sua primeira época de futebol profissional, este prodígio encantou de tal maneira os adeptos de futebol que o Atlético de Madrid já o recrutou. Pode desempenhar diferentes posições no ataque da equipa, consegue ser um bom rompedor tanto por dentro como por fora.  

Gelson Martins – jovem em crescendo no Sporting CP, o esguio Gelson Martins cativa em todos os duelos 1v1, jogando na sua equipa como se estivesse a jogar na rua. Com o desenvolvimento do seu jogo colectivo, acaba a época no Sporting, com um papel bastante importante.

Já para PL, Hélder Postiga (Rio Ave) e Bruno Moreira (Paços de Ferreira) seriam os nossos  nomes.

Hélder Postiga – o seu recente momento de forma no Rio Ave, faz dele um dos jogadores mais influentes nesta fase final do campeonato. Não é tão eficaz como se desejaria, mas a sua experiência e qualidade são das melhores que temos em Portugal, para esta posição.


Bruno Moreira – o melhor marcador português do campeonato teria de fazer parte das contas. Com 18 golos marcados em 33 jogos na presente temporada, o Bruno mostrou uma extraordinária inteligência posicional nos espaços curtos e próximos da baliza, fazendo movimentos muito inteligentes e criativos na procura de espaço-tempo para finalizar.