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Com a saída confirmada de Fábio Silva e as possíveis saídas de Diogo Leite, Vítor Ferreira, Tomás Esteves ou Fábio Vieira, fica sem efeito aquilo que já chamávamos de “Visão 621”.
Mas
comecemos pelo início. Chamava-se “Visão 611”. Era um projecto fantástico e
apaixonante que cativava qualquer estudante de Futebol da Faculdade de Desporto
da Universidade do Porto, que era o nosso caso.
Balizado
em três categorias, a do recrutamento, a do desenvolvimento e a do rendimento, “o objectivo era potenciar ao máximo a
qualidade dos jogadores, para que a formação produzisse mais jogadores capazes
de integrar o plantel principal e para que a equipa principal ganhasse mais
vezes.” (O Jogo, 2016)
Isto,
de preferência concretizado entre os anos de 2006 e 2011, daí o nome do
projecto. Contudo, o 6 não é apenas o número do ano inicial. Pinto da Costa ia
mais longe e apontava o número 6 como sendo o número de jogadores titulares na
equipa principal oriundos das suas equipas de formação.
Os
anos foram passando, os jogadores evoluindo, mas a Visão não passou muito para
dentro do Campo. Sobretudo, porque as pessoas que idealizaram e
operacionalizaram o projecto foram saindo. E quem os substituiu tinha uma outra
“visão”.
Criticado
até pelo próprio presidente da Câmara do Porto, este projecto esteve longe de
ser um insucesso ao contrário do que o querem fazer parecer. Foram muitos os
jogadores de qualidade que “nasceram” e “cresceram” segundo estes princípios,
tendo muitos deles atingido patamares de qualidade bastante superiores.
Contudo,
o Futebol vai muito além do sucesso dentro de campo, e quando os valores
económicos se sobrepõem aos valores desportivos e mesmo culturais é natural que
projectos menos imediatos como este sejam desvalorizados…
Resta-nos assim esperar pela “Visão 631”.
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