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Acreditamos
que uma das maiores transformações que o Futebol está a tomar, sem por vezes se
estar a aperceber muito disso, está relacionada com o conceito das “Posições”.
E isso acontece se olharmos tanto para uma escala mais individual ou outra mais
colectiva…
Peguemos
então numa escala mais Micro, e no caso de Matthijs de Ligt. Gostaríamos de
falar sobre este prodígio holandês de apenas 20 anos mas que já é considerado como
um dos melhores defesas-centrais da Europa, não fosse ele adquirido pela
Juventus pela modica quantia de 85M€.
Durante
este período de confinamento, aproveitámos para colocar algumas leituras e
vistorias em dia, tendo-nos chamada a atenção uma entrevista de De Ligt no site
da Juventus, assim como o jogo do título do Ajax em Sub15, aquando da geração
de ’99 nesse escalão. O que ambas têm em comum? O facto de falarem/mostrarem
que temos de reflectir mais sobre aquilo que é a “Posição” do jogador em campo.
A partir das palavras publicadas no site da Juventus, o mesmo admite que até aos 15 anos
jogou como médio-ofensivo, jogando sempre no sector intermédio, providenciando
muitas assistências e marcando muitos golos.
https://www.juvefc.com/de-ligt-i-used-to-play-as-an-attacking-midfielder/
Já
no jogo do título de iniciados de 2014 contra o Feyenoord, De Ligt começa o jogo na posição “6” e acaba na
posição “9”. Isto numa equipa como o Ajax, que a cada ano é sempre das melhores
do Mundo a cada escalão jovem!
Com
estas duas “curiosidades”, acabamos por ficar com a cabeça a fervilhar, cheia
de perguntas que só a própria estrutura técnica do clube poderá responder!
- Até que ponto a rotatividade de “posições” promovida nos escalões mais novos do clube, ajuda a uma melhor adaptação a novas “posições” no futuro?
- Porque motivo alteraram o seu posicionamento no escalão de Sub16 e não mais cedo ou mais tarde?
- De Ligt foi colocado a médio de forma propositada para o desenvolvimento de outras capacidades ou foi por reconhecerem nele um bom médio?
- Como deverá ser o processo de treino para facilitar uma maior adaptabilidade dos jogadores a diferentes “posições”?
- De Ligt terá feito algum tipo de trabalho mais específico relacionado com a posição de defesa-central quando lhe foi pedida de uma forma mais regular essa “posição”?
- Até que ponto poderá ser rico para os jovens jogadores estarem disponíveis para jogar em “posições” que não gostam?
Casos
de sucesso como o de De Ligt, criam em nós, uma necessidade muito grande de pensar mais
e melhor sobre aquilo que é a “Posição” em campo. Por culpa própria mas principalmente dos seus
treinadores, muitos jogadores percorrem o caminho da experimentação e vivenciação de
diferentes posições. Outros o caminho da especialização. Felizmente o Futebol é
suficientemente democrático para mostrar que para se chegar ao topo, vários são
os caminhos válidos…
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