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Ao
avançarmos pela série a dentro, ficámos cada vez mais fascinados com as
semelhanças que existem entre o Professor e aquilo que achamos ser um Treinador
de Rendimento Superior. A obsessão pelo detalhe, o poder de antecipação de
comportamentos internos e externos ao seu grupo, a gestão emocional daquilo que
é um acontecimento extremamente intenso e fatigante, foram valências que vimos
no Professor que nos levam a querer projectá-los para o nosso mundo de
Treinadores…
Tudo
começou na selecção dos melhores assaltantes. O Professor, mediante as
necessidades estratégicas que tinha, fez uma selecção daqueles que considerou
serem os melhores executantes de determinada labora. Pelo que inferimos da
série, os assaltantes foram escolhidos pelas suas competências técnicas, mas
também pelas suas características humanas. Ou seja, para além de serem
extremamente competentes nas suas tarefas específicas, teriam de funcionar bem
numa escala mais macro.
Embora
não tenha sido discriminado durante os episódios, não achamos que seja por
acaso que o Professor tenha escolhido os nomes das cidades que escolheu para os
seus colaboradores. Homens frios do leste com nomes de cidades escandinavas;
Nairobi, uma mulher bastante calorosa e afável; Moscovo, um homem industrial,
de valores e da velha escola… e por aí em diante, mostrando a importância do
lado humano na construção de todo o assalto.
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Toda
a Intenção Prévia já existia há muitos anos. Já tinha sido imaginada pelo
Professor desde o momento da morte do seu pai. Mas só com a presença dos 8
assaltantes ele conseguiu Modelar essa mesma Ideia. O Professor, mesmo depois
de já ter um bom conhecimento dos seus “Jogadores” conseguiu compreender melhor
as suas dinâmicas e hierarquias grupais, para poder tirar o melhor de cada um
neles próprios e no todo.
É
verdade que se trata de uma série de ficção que ajuda a que muitas variáveis
aleatórias não existam, mas todo aquele período do Estágio foi
extraordinariamente brilhante do ponto de vista estratégico. Saber
meticulosamente o que fazer ao longo de todo o Assalto, preparar a equipa para
possíveis debilidades próprias, contar com períodos de fadiga, antecipar
potenciais ataques da polícia, sempre num ambiente rico do ponto de vista da
emoção e da aprendizagem.
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Verificámos
que não colocamos “ses” suficientes no nosso Modelo de Jogo Ideal, ao nível das
diferentes escalas de organização, não conseguiremos ter a adaptabilidade e
diversidade de respostas – soluções – para os diferentes questões – problemas –
subjacentes a cada jogo.