Num recente jogo de juniores da
cada vez mais desertificada região de Trás-os-Montes, assistimos a um insólito
11x10. A equipa forasteira teve algumas baixas no seu curto plantel, o que lhe
conferiu uma desvantagem numérica logo no momento de início do jogo.
Tanto durante a viagem, como na
palestra pré-jogo já se foi tentando acautelar esse desequilíbrio numérico.
Contudo, foi no momento do aquecimento que se tentou ajustar a equipa,
organizando-a para a necessidade de se jogar com 10.
Nos primeiros minutos os jogadores realizaram alguns exercícios do chamado “aquecimento funcional” ou “articular”, com movimentos corporais padronizados e transversais a muitas modalidades desportivas. Em seguida, os jogadores realizaram um exercício (ou vivenciaram um contexto) propício para o aparecimento do jogar em duas linhas de 4, segundo a estrutura posicional para o jogo, com 2 apoios, como se pode ver na figura:
Nos primeiros minutos os jogadores realizaram alguns exercícios do chamado “aquecimento funcional” ou “articular”, com movimentos corporais padronizados e transversais a muitas modalidades desportivas. Em seguida, os jogadores realizaram um exercício (ou vivenciaram um contexto) propício para o aparecimento do jogar em duas linhas de 4, segundo a estrutura posicional para o jogo, com 2 apoios, como se pode ver na figura:
Neste contexto os laranjas (linha
de médios) tinham como objectivo colocar a bola no avançado (verde), que
através de constantes desmarcações, procurava receber, orientar e finalizar. Já
os azuis (defesas), tinham como objectivo fechar os espaços entre central-lateral e central-central, e após recuperação colocar a bola no treinador-adjunto,
obrigando a linha do meio campo a constantes ajustes de pressão e cobertura para a bola
não entrar entre eles.
Esta vivenciação, que durou cerca
de 10min, pareceu ter efeitos extremamente interessantes, em especial para o
avançado. Esse jogador que tardava em ter uma atitude pró-activa no jogo, por
ventura fruto da híper solicitação que teve no exercício, teve um comportamento
bastante diferente em relação ao seu último jogo, parecendo ter ficado muito
mais concentrado e inteligente em relação à interpretação do Jogo.
E foi aqui que pudemos ter criado um novo paradigma na nossa cabeça... Terá sido coincidência? Para nós não. A partir desta circunstância, deixamos de ver o AQUECIMENTO como uma PREPARAÇÃO para passarmos a ver o AQUECIMENTO como uma POTENCIAÇÃO. Chegámos a ponte de nos questionarmos: Porque não considerar este espaço como mais um treino!? O futuro nos dará a resposta a esta pergunta…
E foi aqui que pudemos ter criado um novo paradigma na nossa cabeça... Terá sido coincidência? Para nós não. A partir desta circunstância, deixamos de ver o AQUECIMENTO como uma PREPARAÇÃO para passarmos a ver o AQUECIMENTO como uma POTENCIAÇÃO. Chegámos a ponte de nos questionarmos: Porque não considerar este espaço como mais um treino!? O futuro nos dará a resposta a esta pergunta…