A
14 de Janeiro de 2017, começará no Gabão, mais uma edição da Taça das Nações
Africanas. Como adeptos fervorosos que somos deste futebol mais puro e rebelde,
tentaremos acompanhar ao máximo esta exótica competição.
Nesta
primeira publicação dedicada à CAN’2017, destacamos alguns nomes de jovens
jogadores que poderão (ou poderiam se os seus países se apurassem) dar-se a
conhecer ao mundo mais mediático neste torneio.
Guarda-Redes
Hervé
Kouakou Koffi
Começamos
por um “local”. Embora actue no estrangeiro, ao serviço do ASEC Mimosas da
Costa do Marfim, é dos poucos da lista que “ainda” actua em África. Nascido a
16/10/1996, Kouakou é um jovem guarda-redes internacional pelo Burkina Faso.
Fisicamente forte, muito alto e possante mas com agilidade, é destemido como
grande parte dos seus pares em África, mas bastante mais tranquilo do que os
mesmos.
No
momento em que tem a bola nas mãos é, por vezes, precipitado, tentando sempre
colocar rapidamente a bola na frente mesmo quando o seu colega está em
inferioridade numérica acentuada.
O
que nos chamou mais a atenção foi a sua eficácia. Não sendo muito exuberante
não é fácil marcar-lhe golos nem encontrar-lhe grandes erros técnicos.
André
Onana
Tal
como muitos outros camaroneses, Onana chegou à Europa através do protocolo
existente entre a Fundacion Samuel Eto’o e o FC Barcelona. Nascido em
02/04/1996 já é internacional pelos Leões Indomáveis e a sua categoria
permitiu-lhe alcançar o estatuto de titular na baliza do Ajax.
Muito
rápido e com os reflexos muito apurados, é muito eficaz entre os postes, mesmo
que seja preciso utilizar uma técnica de defesa menos ortodoxa. No 1v1 é
bastante sereno, aguentando a sua posição ao máximo antes de antecipar a acção
do avançado.
Tranquilo
com a bola nos pés e com qualidade ao nível do passe, sente-se à vontade no
estilo de jogo de posse do Ajax – não sendo de admirar fruto da sua passagem
anterior pelo Barça.
Lawrence
Ati-Zigi
Nascido
a 29/11/1996 no Gana, este mundialista Sub20 em 2015, está já há várias épocas
ligado à família “Red Bulliana”. Chegou à Europa na época 2014/2015, ao Red
Bull Salzburgo, vindo da prima africana Red Bull Ghana. Neste momento, Ati actua
no clube satélite do Red Bull Salzburgo, o FC Liefering.
Com
uns reflexos fantásticos e muita eficácia entre os postes, Ati é apontado como
um dos guarda-redes africanos com mais potencial e com excelentes condições
para vir a ser o titular dos Black Stars. Contudo, nota-se que já tem alguma
“escola” técnica, não sendo já um diamante por lapidar. Espera-se que possa
assumir em breve a baliza da equipa principal para ficarmos a conhecer melhor o
seu real valor.
Defesa Central
Axel
Tuanzebe
Sem
ainda se ter estreado na equipa principal do Man. United, Tuanzebe é
considerado um dos jogadores da academia com maior potencial. Nascido na
República Democrática do Congo, a 14/11/1997, este jovem defesa-central é
titular indiscutível dos Sub23 do United.
É
extraordinariamente calmo para a posição que normalmente ocupa em campo,
colocando muitas vezes a sua equipa em risco com a sua vontade em sair a jogar
em progressão. A sua boa qualidade técnica permite-lhe ter esse conforto, mas
precisa de melhorar os timings de passe, que muitas vezes são ultrapassados.
Competente
no processo defensivo, em especial no jogo aéreo, ganha muitos duelos
individuais. É também forte na sua relação com o colega de eixo, estando muito
bem posicionado em sua função.
Rivaldo
Coetzee
Criado
no Ajax Cape Town, estreou-se com apenas 17 anos nos Bafana Bafana. Nascido a
16/10/1996, este jovem defesa-cental é apontado como um dos melhores a nível
mundial, no seu escalão etário.
Mostra
uma boa relação com a bola, muito boa para a sua posição. A defender mostra
detalhes que revelam um bom processo de formação, revelando-se muito forte na
leitura de jogo e na antecipação, recuperando muitas bolas com a sua
interpretação do jogo.
Não
é muito alto para aquilo que estamos habituados a ver na sua posição, mas não é
por isso que não ganha muitas bolas de cabeça.
Seria
muito interessante vê-lo jogar em contextos mais competitivos para melhor se
avaliar a sua competência, permitindo também ao próprio conhecer melhor o seu
real valor.
Chidozie
Apareceu
no eixo defensivo do FC Porto, na época passada, meio aos “trambolhões”. Numa
altura em que a equipa defendia muito mal, quiseram que ele fosse o salvador de
uma equipa muito intranquila. Não o foi. Mas fez algumas exibições que o levam
a ser um defesa-central com bastante potencial.
Muito
forte na marcação individual, sem ser demasiadamente duro, é muito concentrado
e ágil no processo defensivo. Tem uma boa leitura de jogo, realizando
excelentes movimentos de antecipação. Contudo, embora intercepte e corte muitas
bolas ao adversário, necessita de fazer mais recuperações. Isto é, muitas vezes
corta/intercepta bolas do adversário, mas não fica com elas.
Talvez
precise de ter mais confiança com a bola nos pés, para conseguir dar uma
continuidade e significado aos seus tackes.
Ganha
também muitos dos seus duelos aéreos.
Natural
da Nigéria, nasceu no primeiro dia de 1997, tendo já sido seleccionado para as
Super Águias.
Nayef
Aguerd
Produto
da Académie Mohammed VI, Nayef Aguerd já conquista títulos ao serviço do FUS
Rabat, sendo uma peça importante no eixo defensivo da equipa que ocupa o
segundo lugar da Botola Pro.
Nascido
a 30/03/1996, Aguerd já é internacional marroquino. Forte no jogo aéreo ganha
muitas bolas nos duelos ofensivos e defensivos. Com um pé esquerdo interessante
– até mesmo o direito revela qualidade – é muito certeiro nos passes longos.
Embora
não seja muito veloz na mudança de velocidade, tem a passada muito larga,
conseguindo “ir buscar” os seus adversários que lhe conseguem fugir. Outro
atributo que realçamos é a preocupação que tem em recuperar bolas ao invés de
só as interceptar. Os cortes e desarmes são feitos muitas vez com a
intencionalidade de recuperar e não as cortar.
Bom
na antecipação, é tacticamente evoluído, precisando de melhorar o seu
posicionamento quando joga a defesa-esquerdo.
Defesa Direito
Achraf
Hakimi
Defesa-direito
de origem, mas que também desempenha bem as funções de lateral esquerd Hakimi
já é internacional AA por Marrocos. Nascido (04/11/1998) e criado em Madrid e
no Real, é apontado como uma grande promessa da “cantera” madrilena.
Muito
rápido e seguro com bola, tem um jogar bastante adulto quando ataca, muito
ponderado em relação aos timings de subida. Talhado para atacar, fruto da sua
formação em equipa “grande”, é tecnicamente evoluído gostando de progredir em
posse ou em tabelas curtas com os colegas, aventurando-se pelo corredor
central.
No
plano defensivo necessita de ser mais agressivo tacticamente. Por vezes, demora
muito tempo a recuperar a sua posição, deixando a equipa exposta nas transições
defensivas – não sendo culpa exclusivamente individual deste jogador. Terá de
ser tão disponível para defender como o é para atacar se quiser vir a ser um
melhor defesa.
Almamy
Touré
Nascido
em Bamako a 28/04/1996, ainda não alcançou o estatuto de internacional pelo
Mali. Contudo, já está nos livros de alguns colossos europeus.
Com
um porte atlético bastante possante, é extremamente forte nos duelos
individuais, não sendo tarefa nada fácil passar por ele. Marcação, desarme,
antecipação, jogo aéreo, são mais valias que fazem dele um excelente defesa
direito.
Tacticamente
é cauteloso, isto é, dá primazia aos comportamentos defensivos, não expondo
muito o seu corredor a ataques adversários. Com bola, não é dos mais
habilidoso, mas adora pegar nela em terrenos mais recuados e galgar pelo seu
corredor em diante.
Defesa Esquerdo
Hamza
Mendyl
Foi
uma das agradáveis surpresas das convocatórias de Hervé Renard. Embora
represente a equipa secundária do Lille LOSC, Mendyl poderá assegurar o lugar
de lateral-esquerdo da selecção marroquina.
Nascido
em Casablanca a 21/10/1997, e formado na Academia Mohammed VI, Mendyl é um
lateral muito intenso, gostando de galgar metros pelo corredor esquerdo da sua
equipa. Rápido e forte, notabiliza-se, sobretudo, pela sua dimensão mais
atlética.
Não
sendo nenhum prodígio no que toca à dimensão táctico-técnica, resolve muitos
dos seus problemas com a sua rapidez e duelos físicos, tanto a defender como a
atacar. No entanto, tal poderá não chegar para conseguir estabelecer-se na
primeira equipa. Elementos como o passe, a recepção, o cruzamento, terão de ser
melhorados por este jogador.
Brendan
Galloway
Nascido
em Harare no Zimbabwe e internacional jovem pela Inglaterra, Galloway é
elegível para ser seleccionado para os AA dos dois países. Nascido a 17/03/1996,
cedo emigrou para Inglaterra com os pais, estabelecendo-se futebolisticamente
na profícua academia do MK Dons.
Hoje,
tenta impor-se na rígida defesa do West Bromwich Albion, emprestado pelo
Everton. Com um estilo muito ágil e intenso, Galloway é um defesa-esquerdo
completo, competente em ambos os processos, defensivo e ofensivo.
Muito
bom tecnicamente, é habilidoso com a bola nos pés, mas é a defender que chama
mais a atenção. Não é nada fácil passar por ele no 1v1, aguenta muito bem a sua
posição, conseguindo um fantástico jogo de pés enquanto aguenta a contenção.
Além disso, é um jovem que se posiciona muito bem com a restante linha
defensiva.
Por
vezes entusiasma-se de mais com a posse da bola, perdendo o seu timing de
decisão. Mas tal poderá estar relacionado com o seu à vontade com a bola e
gosto em tê-la.
Médio Defensivo
Onyinye
Ndidi
Não
é por acaso que tem já uma transferência agendada para o campeão inglês. Com
talento a mais para o campeonato belga, este médio-defensivo nigeriano nascido
a 16/12/1996 irá actuar no Leicester, já a partir de Janeiro.
Jogador
alto e esguio, é muito cerebral a defender, com um estilo muito calmo e eficaz.
Forte na recuperação de bolas como se quer a um bom pivot defensivo, faz a
equipa jogar com a sua qualidade de passe – curto e, sobretudo, longo.
Outra
qualidade que o distingue é a sua recepção. Muitas das vezes, com o primeiro
toque consegue ultrapassar logo o adversário que o pressiona. Outras vez, tem
um posicionamento táctico e corporal tão bom que lhe permite passar de primeira
com bastante qualidade, não sendo preciso sequer fazer uma primeira recepção.
Franck
Kessié
Há
quem questione se ele nasceu mesmo em 19/12/1996. Com apenas 19 anos, o
costa-marfinense Kessié joga na Serie A italiana parecendo um iniciado a jogar
num campeonato de “escolinhas”. Extremamente físico no seu jogar – ao ponto de
isso se fazer valer também nos jogos dos Éléphants contra equipas também muito
atléticas, resolve praticamente todos os seus problemas de uma forma
individual, mas habitualmente eficaz. Contudo, isso poderá não lhe chegar para
estar a top numa equipa que privilegie um modelo de jogo mais colectivo.
Podendo
jogar em diferentes espaços do meio-campo, Kessié tem como melhores qualidades
ser um excelente recuperador de bolas e um excelente transportador.
Por
fim, destacamos ainda o facto de ainda tão novo, Kessié já assumir a
responsabilidade de ser marcador de penaltis na Atalanta.
Médio Centro
Amadou
Diawara
Vindo
desde a Guiné-Conacri, Amadou Diawara é dos médios-centro mais empolgantes a
atuar em Itália. Nascido a 17/07/1997, este pivot defensivo do Napoli é melhor
jogador a cada jogo que faz.
Depois
de ter chegado ainda com idade de júnior ao San Marino, passou pelo meio-campo
do Bolonha na época passada e nesta já brilha no portentoso Napoli. Físico,
como grande parte dos pivots africanos, e eficaz no desarme, é a sua constante
procura da posse de bola que nos delicia no seu jogar. Extremamente confiante
com a bola no pé, jogando muitas vezes no risco, é bastante confortável quando
tem a mesma, não perdendo muitas bolas. Exceção feita ao nível do passe longo e
da sua receção, que precisam de ser melhorados.
Na
dimensão tático-estratégica é também muito forte, estando sempre muito bem
posicionado, tomando decisões muito acertadas com a posse de bola.
Youssef
Aït Bennasser
Nascido
a 07/07/1996 na França, mas já internacional AA marroquino, nota-se no seu
jogar, o requinte técnico da escola francesa. Muito bom no drible e na relação
com bola, Aït Bennasser não é jogador para ter o nº 6 na camisola que
habitualmente usa.
Mais
competente a atacar do que a defender, o jogador do Nancy – mas que já pertence
ao AS Monaco – tem na qualidade do “último passe” uma das suas maiores
competências, conseguindo “queimar” muitas linhas defensivas com os seus passes
verticais e a sua criatividade.
Por
vezes, parece pensar e jogar um jogo diferente do dos seus colegas. Isso poderá
não ser necessariamente mau, mas faz com que perca algumas bolas em
espaços/momentos perigosos para a sua equipa.
Médio Ofensivo
Só
pelo facto de ser sobrinho de Jay-Jay Okocha já poderia constar nesta lista.
Alto e com um estilo meio desengonçado, por vezes à la Kanu, tem-se mostrado muito completo no ataque do Arsenal,
cada vez mais preponderante no xadrez de Arséne Wenger.
Partindo
sempre do corredor esquerdo para o corredor central, Iwobi é mais um 10 do que
propriamente um extremo. É muito mais habitual vermo-lo a procurar passes de
ruptura à frente da grande área do que na faixa esquerda a dar largura e a
fazer cruzamentos. Inteligente na tomada de decisão e muito competente no
passe, Iwobi revela-se um bom organizador de jogo.
Rápido
e eficaz no 1v1, falta-lhe ainda alguma qualidade no momento da finalização.
Embora tenha marcado dois golos nos últimos quatro jogos que realizou, apenas
foram os primeiros da época em quase vinte partidas disputadas.
Ismaël
Bennacer
Médio-centro
de perfil ofensivo, Bennacer encanta no “Youth System” do Arsenal, depois de
ter sido recrutado há duas épocas ao Arles Avignon. Nascido a 01/12/1997 na
França, é, no entanto, internacional pela Argélia.
Com
um jogar muito intenso e disponível, está constantemente à procura da bola,
criando sempre soluções de passe aos seus colegas. Já quando está em posse, é
ele que muitas vezes faz jogar a equipa, com a sua interpretação e leitura do
jogo e procura da melhor decisão para a equipa. O seu pé esquerdo não engana.
Tecnicamente evoluído, nota-se nele a escola francesa nos seus detalhes
tático-técnicos e na sua confiança e agilidade quando parte para o drible e 1v1.
Precisa
de melhorar um pouco a sua qualidade de passe, para ser um jogador ainda mais
top, já que em linhas mais “apertadas”, nem sempre consegue fazer chegar a bola
aos seus colegas.
Extremo Direito
Uma
das maiores promessas do futebol da Guiné-Conakri, François Kamano encanta nos
relvados franceses, ao serviço do Bordeaux. Sem ainda ter conseguido ganhar o
estatuto de titular no competitivo plantel do Bordeaux, Kamano já conseguiu
marcar 4 golos, 3 dos quais a darem a vitória à sua equipa.
Kamano,
nascido a 01/05/1996, é um extremo que actua preferencialmente no corredor
direito, desempenhando também bem as suas funções quando explora o corredor
central ou o esquerdo.
Muito
rápido e agressivo no drible, tem uma boa qualidade de passe, cruzamento e do
chamado último passe. Embora só conte com 10 golos em 60 jogos de Ligue 1,
Kamano é também um bom finalizador.
Na
época passada teve alguns problemas de disciplina, tendo sido expulso por duas
vezes, ambas por cartão vermelho directo. A estabilidade emocional é algo que
necessita melhorar, já que muitas vezes desaparece do jogo, mesmo em momentos
que a equipa precisa de si.
Ismaila
Sarr
Aparecido
esta época na equipa principal do Metz, com apenas 18 anos de idade feitos a
25/02/1998, Ismaila Sarr é um interessante extremo senegalês, já internacional
AA pelo seu país.
Sarr
é um jogador rápido que actua normalmente pelo flanco direito, é forte no 1v1
tanto nos espaços mais curtos como a galgar pelo seu corredor. Prefere jogar
sempre por fora, tentando ganhar espaço/tempo para o cruzamento. Esse
comportamento talvez surja como uma defesa, já que ainda necessita de
desenvolver mais a sua habilidade finalizadora, em especial no 1vGR.
Resolve
os seus problemas de jogo de uma forma individualista, precisando de trabalhar
mais o seu jogo colectivo, em especial quando joga em ataque continuado.
Extremo Esquerdo
Henry
Onyekuru
Uma
das belas surpresas da Jupiler League, o nigeriano Henry Onyekuru tem potencial
para outros patamares.
Nascido
a 05/06/1997 na Nigéria mas formado na Aspire Academy do Senegal, este extremo esquerdo nigeriano tem encantado no
Eupen, e tem chamado a atenção de alguns colossos europeus.
Rápido
e agressivo nas mudanças de direcção, gosta de puxar a bola para dentro para com
o seu melhor pé tentar o remate – oito golos em vinte jogos é um número
extremamente interessante para um jovem jogador de uma equipa do meio da
tabela.
Muito
bom nas diagonais, consegue aparecer muitas vezes nas costas das defesas,
sobretudo quando explora a ligação defesa-central//defesa-lateral.
Ao
nível do passe e do cruzamento também se mostra muito forte conseguindo já seis
assistências para golo até ao momento!
Isaac
Success
Nasceu
em Benin City, na Nigéria, a 07/01/1996, vindo em 2014 para a Europa para
representar a Udinese. Depois de uma passagem pelo Granada, tem deixado alguma
“água na boca” os adeptos do Watford, mesmo estando a jogar pouco pelas suas
lesões.
Não
é o extremo explosivo que muitos treinadores desejam mas compensa com a sua
habilidade, fantasia e dimensão atlética, não sendo fácil tirar-lhe a bola no
1v1. Criativo e imprevisível a nunca se sabe o que ele vai fazer com a bola,
tomando, por vezes, decisões demasiadamente individualistas.
Tacticamente
não é muito forte e será aí que Success terá de se desenvolver mais para vir a
ganhar o estatuto de titular no Watford, já que com as competências que mostra
nas outras dimensões do jogo, tem tudo para vir a ser um dos melhores jogadores
da sua geração em África.
Avançado
Kelechi
Iheanacho
Dos
mais mediáticos da lista é também dos mais interessantes. Apaixonou os
seguidores do futebol de formação quando surgiu e conquistou o Mundial Sub17 de
2013. Tecnicamente muito evoluído e tacticamente cumpridor tem feito bons jogos
e muitos golos ao serviço do Manchester City.
Nasceu
em Owerri a 03/10/1996, já sendo indiscutível no ataque das Super Águias.
Com
um pé esquerdo de enorme qualidade – quer na finta, no passe ou no remate –
consegue juntar o instinto marcador dos
pontas de lança de área com a dinâmica dos avançados móveis, estando-se a
tornar num ponta de lança cada vez mais completo. As suas diagonais, quer as
mais curtas dentro de área em antecipação ao defensor quer as mais afastadas da
baliza em desmarcação de ruptura da linha defensiva são também muito
interessantes.
Revela
algumas dificuldades quando tem de jogar de costas para a baliza. Quando tem
estas funções de ser um jogador de referência para os seus colegas, não se
revela tão competente, sendo melhor a jogar do que a fazer jogar.
Tentando
contrariar a falta de renovação de individualidades do futebol angolano, Gelson
Dala aparece como a referência que tem faltado aos Palancas Negras.
Este
avançado nascido a 13/07/1996 tentará mostrar no Sporting CP, a partir de
Janeiro, aquilo que mostrou no 1º de Agosto e na selecção angolana, golos! Bom
de bola, trata-a bem com os dois pés, ao ponto de haverem momentos em que não
se sabe qual é o seu pé dominante. Muito habilidoso no drible, não é um jogador
que lhe seja fácil roubar a bola, mesmo não sendo muito possante, já que
aguenta muito bem os duelos físicos.
Precisa
de desenvolver as suas competências mais colectivas, já que vem de um contexto
onde se joga um futebol menos complexo.
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