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segunda-feira, 29 de março de 2021
A retoma do Futebol de Formação e os Essugos desta vida
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quinta-feira, 25 de março de 2021
Relatório de Scouting #1 - Andreas Schjelderup
segunda-feira, 22 de março de 2021
Antony e a sua auto-avaliação
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A perna direita tenho que melhorar... Algumas vezes a moviementação, o posicionamento tenho que melhorar." (Antony)
Acreditamos que todos os jogadores queiram melhorar.
Aliás, através das redes sociais vemos que são muitos os exemplos de jogadores que tentam melhorar através da realização de treino complementares.
Treinos esses, maioritariamente realizados em ginásio. Ou seja, é hábito vermos jogadores a treinar "por fora" para serem mais rápidos ou mais fortes.
Mas não faria mais sentido vermos os jogadores que optam por realizar treino complementar a irem mais de encontro ao pensamento de Antony do Ajax!?
Se os jogadores dispendessem tempo de treino complementar a melhorar o pé não-dominante, a melhor a imprevisibilidade, a melhorar recepção, etc. como passam a dispender para tentarem ser mais rápidos e mais fortes, de certeza que teríamos um Futebol bem mais rico!
terça-feira, 16 de março de 2021
José Fonte e as suas parelhas
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quarta-feira, 10 de março de 2021
O orgasmo e a primeira fase de construção
domingo, 7 de março de 2021
Crítica de Leitura - "Descodificando o Treinador e o Jogo" de Rémulo Jónatas
O
autor do fenómeno achou o mesmo e criou o livro “Descodificando o Treinador e o
Jogo – Do Jogo Pensado ao Jogo Jogado – Um guia completo” da editora Prime
Books.
Contudo,
desengane-se quem achaque o livro é uma transcrição linear das conversas em
directo das redes sociais. Como o próprio disse “não escrevemos como falamos”,
já que “a linguagem escrita pressupõe maior objectividade e uma maior atenção
às normas gramaticais”. Além disso, com tantos “episódios” seria normal não ser
possível passar todo o conteúdo das conversas para um só livro.
Ao
contrário dos diferentes programas em directo, em que o mesmo estava
direccionado para os treinadores convidados, e a temática subjacente ao seu
domínio, o livro tem uma estruturação orientada para os diferentes tópicos
descritos. Ou seja, dentro dos seus 11 capítulos, existem depois diferentes
sub-temas que são abordados, estando aí descritos as linhas de pensamento de
cada Treinador.
Por
exemplo, no Capítulo 2 “Descodificando o Treino”, vários treinadores falam
sobre “Exercícios de Treino; Criação de Exercícios; A Importância do Exercício;
O Treino como Espelho do Jogo e como Mola e Molde de Comportamentos”.
O
facto de ficarmos a saber através desta “Quarentena” como pensam e operacionalizam
alguns dos melhores treinadores portugueses da actualidade, por si só, já era
um facto de leitura obrigatória.
O
livro está muito bem estruturado, ajudando o leitor a ter uma fluidez de
leitura bastante interessante e conectada sobre as diferentes temáticas.
Por
ser um livro em que achamos ser, fundamentalmente, de “Treinadores para
Treinadores”, é muito rico e completo, já que toca nos mais diversos pontos de
interesse sobre o Jogo e sobre o Treino.
Torna-se
ainda mais importante para aqueles treinadores de equipas mais humildes que
muitas vezes têm de assumir quase na totalidade os diferentes papéis de uma
equipa técnica, sendo por isso e ao mesmo tempo os Treinadores Principais,
Treinadores-Adjuntos, Treinadores de Guarda-Redes, Scouts, etc.
No
entanto, por questões de proximidade de pensamento e de admiração profissional gostaríamos
de ter lido mais vezes ao longo do livro, as ideias do Vítor Matos, Jorge
Maciel e Vítor Severino.
Mesmo
assim, foram vários os pensamentos sublinhados, podendo encher uma dúzia de
folhas de citações que nos irão acompanhar nos próximos tempos. Para não sermos
demasiadamente maçudos, deixamos aqui três transcrições de pensamentos de três
treinadores diferentes.
Sobre
o Jogo.
“Agora
o orgasmo no Futebol já não é o golo, é a primeira fase de construção. Atingem
o orgasmo na primeira fase, para depois, por vezes, passarem aquela pressão e
esticarem para a profundidade…” Fernando Valente
Sobre
o Treino.
“Num
exercício o importante é avaliar o grau de satisfação dos jogadores, e não do
treinador. Podemos achar que criamos um excelente exercício, mas se os
jogadores não estão satisfeitos a realizá-lo, se não estão a conseguir captar o
que queremos daquele exercício para o jogo, então temos que perceber que aquele
não é o exercício certo. Porque os jogadores são quem defendem a forma de
pensar do seu treinador.” Luís Castro
Sobre
a Formação.
“Quando
falo de futebol de formação em Portugal relembro sempre os casos do Bernardo
Silva e do João Félix. Dois jogadores com um talento extraordinário, ninguém dirá
o contrário, mas que tiveram muitas dificuldades em impor-se em algumas fases
do seu percurso formativo. Ou seja, suscitaram muitas dúvidas àqueles que foram
responsáveis pelo seu percurso de formação. E para mim isso só pode ser visto
por um prisma: aquilo que as pessoas queriam não era que aparecesse o Bernardo
Silva ou o João Félix que vemos hoje. Queriam sim era ganhar jogos e
campeonatos.” José Boto
Para
além de recomendarmos a sua aquisição e leitura, julgamos que este livro está
muito bem elaborado para que todos os treinadores estruturem a sua linha de
pensamento sobre as temáticas abordadas.
Ou
seja, sugerimos que, através dos diferentes tópicos, criem o seu próprio livro,
assentando em papel as ideias que têm sobre o treinador, o treino, sobre o
jogo, sobre o treino dos guarda-redes, sobre a análise, o scouting e a
identificação de talento, sobre o seu desenvolvimento, sobre a formação e sobre
a gestão… a nós tem-nos ajudado imenso.
Assim
sendo, resta-nos agradecer ao Rémulo e à sua “Quarentena da Bola” por este
maravilhoso projecto transcrito para papel. Bem-haja.